48 horas em Curitiba: uma escapada animada para o fim de semana


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Curitiba é uma cidade que os brasileiros não costumam pensar de primeira quando imaginam destinos para fazer turismo e aproveitar. Mas a cidade pode ser mais animada e interessante do que você imagina. Esse é o tipo de viagem que você pode fazer durante o fim de semana, e conseguir continuar viajando sempre, mesmo sem férias ou feriados à vista. Confira abaixo um roteiro de um fim de semana em Curitiba e divirta-se!

Ano passado, eu e umas amigas decidimos viajar no feriado de Corpus Christi. A gente queria aproveitar o frio, curtir a cidade e a vida noturna e economizar nos gastos, portanto, um lugar próximo era essencial e Curitiba foi o encaixe perfeito para esses planos.

A cidade tem muito mais a oferecer do que imaginamos em um primeiro momento. Curitiba tem história, cultura, áreas verdes deliciosas e uma vida noturna agitada. Estávamos animadas para conhecer o Museu Oscar Niemeyer, o jardim botânico, tomar o famoso submarino do bar do Alemão, e explorar um monte de lugar descolado que tem pela cidade! Percebi que esse era o destino ideal para um final de semana ou feriado curto. Veja como explorar Curitiba você também. 

Nesse post você vai encontrar:
-Como chegar e se locomover na cidade
-Onde ficar em Curitiba
-Passeios imperdíveis
-Parques de Curitiba
-O que fazer e onde ir a noite, e dicas de onde comer
-Mais dicas e segredos

Como chegar em Curitiba e se locomover por lá?

A partir de São Paulo, a capital do Paraná pode ser acessada de carro, ônibus ou avião. Eu fui de ônibus e achei bem tranquilo ir da rodoviária à região central. A Marcella aqui do blog já foi de carro (5 horas de estrada) para curtir o fim de semana em Curitiba, saindo na sexta depois do almoço e voltando no domingo depois do almoço. Mas realmente o jeito mais cômodo é pegar um avião e ficar de olho nas promoções, principalmente se você mora em lugares mais distantes do que São Paulo. 

A cidade é razoavelmente pequena e é conhecida pelo transporte público eficiente, então um carro não é necessário para se deslocar. Mas se você estiver em grupo fique atento, como a tarifa do transporte coletivo custa mais de R$4,00, muitas vezes fica mais barato e mais cômodo dividir um taxi ou pegar um uber. Se tiver ido de carro, você estará ainda mais livre para ir e vir pela cidade.

Onde ficar em Curitiba?

Como eu disse anteriormente, eu estava em uma viagem econômica, então fiquei hospedada no Social Hostel, uma casa bem fofinha e repleta de atividades variadas para os hóspedes. A localização era bem conveniente também, perto do bairro Batel. 

Já a Marcella, quando foi com o marido, ficou no Ibis Curitiba Batel. O Ibis tem uma localização excelente, na frente do Hard Rock Café e perto de vários bares e restaurantes gostosos (não é muito longe do Social Hostel também). Os quartos mantinham o padrão e qualidade Ibis, e eram perfeitos para um fim de semana ou feriado prolongado em Curitiba. 

Quem procura mais conforto e sofisticação, a pedida certa é o Nooma Hotel, um hotel boutique de luxo com uma decoração impecável, quartos lindíssimos, spa e restaurante.

-Sugerimos um hostel para quem está com orçamento mais apertado (Social Hostel), um hotel com excelente custo X benefício e boa localização (Ibis Curitiba Batel), e um hotel de luxo em Curitiba (Nomaa Hotel). Mas, se mesmo assim você precisar de mais opções de hotéis e hostels em Curitiba, clique aqui.

Passeios Imperdíveis em Curitiba

Há muitas atrações na cidade, mas os principais passeios podem ser visitados em apenas 48 horas. Aproveitei e já fiz as sugestões seguindo uma ordem lógica para a sua visita. No tópico mais abaixo, falo exclusivamente sobre os parques da cidade, tão famosos e gostosos que merecem uma atenção especial!

Jardim Botânico de Curitiba

O belíssimo e icônico Jardim Botânico de Curitiba

Como ir a Curitiba e não ir ao Jardim Botânico? Impossível! Por isso, você já pode começar o seu passeio por ali. O espaço costuma ficar bem lotado e reúne diversas espécies de plantas dentro e fora da famosa estufa. Ele fica aberto das 6h às 20h durante o horário de verão e das 6h às 19h30 no resto do ano. A entrada é gratuita.

Mercado Municipal de Curitiba

Perto do Jardim Botânico fica o Mercado Municipal. Quando viajo não costumo perder um mercado, acho pontos super interessantes para conhecer mais a cultura da região. No de Curitiba, uma ótima pedida, para quem é de fora do estado, é comprar por ali alguns quilos de pinhão. Você também pode almoçar ali mesmo, embora a comida não tenha nada de diferente e especial (como acontece no mercadão de SP por exemplo).

Mercado Municipal de Curitiba

Centro de Curitiba – inúmeras opções para você

Do mercado é fácil seguir para o centro da cidade, e ali você pode gastar pelo menos uma tarde inteira. Se tiver segurado a fome no mercado, um ótimo lugar para comer as comidas típicas é o restaurante A Caiçara, que fica no Largo da Ordem e serve o típico barreado, um prato típico do litoral paranaense que fica cerca de vinte horas cozinhando em panela de barro. O Largo, por sua vez, é um dos principais pontos turísticos da cidade. As casinhas coloridas super charmosas e os inúmeros restaurantes justificam a passagem. Quando estiver por ali, vale a pena conferir também o Memorial de Curitiba, de arquitetura mais moderna, que abriga um pouco da história da cidade e algumas atividades culturais. Aos domingos, uma feirinha imperdível toma toda a região do Largo da Ordem.

No centro também está a Praça Tiradentes, marco zero da cidade, onde fica o SESC Paço da Liberdade, localizado em um edifício histórico que é um ícone arquitetônico. Ainda no centro, visite o Solar do Barão. A fundação cultural reúne o museu da fotografia, o museu da gravura e a gibiteca em um casarão histórico, vermelho e maravilhoso. Quando eu fui, a gibiteca estava fechada, mas os outros dois espaços já compensaram a visita. Ele fica aberto todos os dias, mas de final de semana e feriados apenas durante a tarde. O acesso é grátis.

Ainda na região, a famosa Rua das Flores, a Rua XV de Novembro, rende um passeiozinho agradável no meio da tarde.

Por fim, vá até a nacionalmente famosa Rua 24h. É interessante passar por lá, mas preciso dizer que o lugar não é mais o mesmo. Devido à crise as lojas não ficam mais abertas noite e dia e muitas fecharam as portas. Ainda assim, uma vez em Curitiba, não custa dar uma passadinha.

Ópera de Arame 

Ópera de Arame

Saindo do centro, outro ponto turístico referência da cidade é a Ópera de Arame. A construção super inovadora abriga um teatro e um café e salta aos olhos logo na chegada. Confesso, no entanto, que não acho nada demais nesse lugar se você vai somente para visitar. Vale a pena checar a programação e tentar ir em algum evento/show. Dai a experiência deve ser totalmente outra!

Se for visitar a Ópera de Arame, não faça como eu que fui no final da tarde. Isso porque às 18h fecha uma outra atração que fica ao lado e tem ganhado cada vez mais espaço na agenda dos turistas, a Pedreira Paulo Leminski. Pode ser mais interessante ir mais cedo e visitar as duas.

Museu Oscar Niemeyer (MON) ou Museu do Olho

Por último, mas não menos importante, o Museu Oscar Niemeyer (MON) ou Museu do Olho. A construção impressionante projetada pelo famoso arquiteto abriga exposições de quadros e esculturas, permanentes e temporárias e merece um tempinho da sua atenção. Ele funciona de terça a domingo, das 10h às 18h e os ingressos custam 20 reais a inteira.

O Museu do Olho, ou Museu Oscar Niemeyer é uma das principais atrações da cidade. Não deixe de fora do seu roteiro por Curitiba!

Não chegue muito tarde, porque costuma ser necessário pegar uma filinha antes de entrar. Reserve também um tempinho para ficar no parque no em torno do museu, é um lugar gostoso para relaxar. O museu tem também um ótimo café, mas vale olhar as opções de restaurantes na região, como o novo Pork’s Gastrobar que fica na frente do museu. 

Os deliciosos parques de Curitiba

Curitiba é muito famosa pelas suas áreas verdes. Realmente, a cidade está coberta de parques e não faltam opções para quem quer praticar algum esporte ao ar livre, fazer um piquenique ou simplesmente dar uma descansada. Minha dica para uma viagem curta é escolher uma das opções e passar um bom tempo lá.

Parque Barigui

O maior e mais famoso é o Parque Barigui, mas, justamente por isso, costuma ser bastante cheio e em dias bonitos pode acabar apinhado de turistas e moradores locais, o que atrapalha um pouco se a sua ideia for ter um momento de relaxamento.

Parque Tingui e Parque Tanguá

Os parques Tingui e Tanguá são menores, mas ainda assim bem conhecidos. No parque Tingui está o Memorial Ucraniano, que costuma atrair os turistas. Já o Parque Tanguá fica um pouco mais afastado do centro mas tem vistas lindas da cidade, e até cachoeira que cai em um lago. É uma boa ideia combinar o passeio ao Parque Tanguá com a Ópera de Arame. 

O belíssimo parque Tanguá em Curitiba

Bosque Zaninelli

O que eu e as minhas amigas escolhemos foi a Unilivre (Universidade Livre do Meio Ambiente), também conhecida como Bosque Zaninelli. Fizemos essa escolha porque queríamos fugir do roteiro mais tradicional e essa parecia a opção mais curiosa e valeu muito a pena! A Unilivre é de certa forma um parque, mas também abriga uma escola, como o próprio nome diz. Ali, gestão e sustentabilidade são estudados em um “prédio” construído de maneira completamente harmônica com a natureza ao redor e simplesmente encantadora.

O visitante faz uma mini trilha até chegar ao centro do parque, e se deparar com uma paisagem de tirar o fôlego. É como se estivéssemos no centro de um cânion, cercados por natureza de todos os lados. Subindo uma série de rampas chega-se ao topo da universidade, onde a vista é ainda mais incrível. É um lugar diferente de tudo que eu já tinha visto, com poucos turistas e a mesma vibe gostosa de parques em geral.

O que fazer em Curitiba a noite? E onde comer?

Se você chegar numa sexta-feira, talvez seja uma boa ideia fazer um programa um pouco mais tranquilo e ir no badalado bairro do Batel. Lá você encontra o Hard Rock Café e uma série de bares e hamburguerias que ficam lotados nos finais de semana.

A Marcella sugere por lá o descolado Janela Bar ou o mais refinado e aclamado restaurante Manu. E apesar de já estar no Brasil todo, o Madero é originário Curitiba e pode ser uma boa pedida na cidade para um hambúrguer.

Eu também fui de hambúrguer, mas em outro lugar, no simples e despojado Whatafuck (estava delicioso). Depois continuei a noite no bar do lado, o Roots, que vende batata frita e cerveja.  

Hard Rock Café em Curitiba

No sábado, se você estiver no pique, vá até a região do Largo da Ordem. Você pode começar a noite com um esquenta no super tradicional Bar do Alemão. Ali, a pedida é tomar um submarino, uma dose de steinhäger servida em uma caneca, que por sua vez é colocada dentro da caneca do chopp. Depois, você pode esticar a noite para alguma das diversas baladas da região. Eu fui na Paradis e recomendo muito.

Mais dicas e segredos de Curitiba

Uma ótima maneira de aproveitar Curitiba é fazendo uma pausa para um café. Eu, que nem tomo café, sempre gosto de incluir essa paradinha nas minhas viagens e me esbaldei nos bolos e chocolates quentes da capital paranaense.

Um dos meus preferidos foi a Livraria Arte & Letra. Uma livraria, editora e café na região do Batel. Ele tem um terraço super charmoso e tomar um cafézinho cercado de livros é sempre uma delícia. Também destaco o Café Catedral. Mais próximo do centro, ele tem um preço super bom, ambiente gostoso e algumas opções de almoço simples e deliciosas.

Se você for mais do time de brunchs, a dica é o Prestinaria – A Casa dos Pães, que fica lotado aos domingos e oferece um brunch super farto a um preço fixo (o croissant de amêndoas estava simplesmente divino).

A grande mesa do brunch do Prestinaria (também há opções a la carte).

Parece muita coisa para se fazer em um fim de semana, mas é super possível se planejar e conhecer todos esses passeios, um dos parques e alguns ótimos restaurantes e bares em Curitiba – e tudo em 48 horas apenas! Vai lá e me conta. Ah, e já sabe: se tiver alguma dica, deixe aqui nos comentários!

This post is also available in: Inglês

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