Guia da Chapada Diamantina: roteiros, dicas, e principais dúvidas


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Você certamente já ouviu falar da Chapada Diamantina, na Bahia, ou tem algum conhecido que voltou de lá maravilhado. Vou te dizer que não foi à toa. Já fui três vezes e a cada ano fico pensando quando será a próxima viagem para lá. É um lugar sem igual, embora outras chapadas honrem o nome e possam até confundir: Chapada dos Veadeiros (GO), dos Guimarães (MT) e das Mesas (MA). Porém, nenhuma tem tanta variedade de atrações como a Chapada Diamantina. E nenhuma outra demora tanto para percorrer quanto esta.

Por isso é importante saber dividir bem o seu tempo e organizar seus dias entre as principais atrações. Ou as mais recomendadas para quem está indo pela primeira vez, tem pouco tempo disponível ou tem pouca aptidão física para caminhar. Por conta de todas estas variáveis, resolvi fazer esse guia da Chapada Diamantina com informações completas para um roteiro baixo, e em seguida, roteiro com pontos de interesse para quem tem mais tempo e disposição, como o trekking no Vale do Pati. Veja o que você encontrará por aqui: 

Onde fica a Chapada Diamantina e principais cidades para montar sua base
Como chegar a Chapada Diamantina? Carro, avião ou ônibus?
Quantos dias ficar
Onde ficar na chapada Diamantina?
**Dicas de hotéis e pousadas em Lençóis, Capão, Andaraí e Igatu
Roteiro básico pela Chapada Diamantina parq 5 a 7 dias
Roteiro completo com Vale do Pati
**Sobre o Vale do Pati, dicas para o trekking, como fazer e por onde passa
Outras caminhadas para fazer se tiver mais tempo

Morro do Pai Inácio é cartão-postal que beira o clichê mas emociona sempre

Onde fica a Chapada Diamantina e quais as principais cidades-base?

O Parque Nacional da Chapada Diamantina é um território que fica na Bahia. A cidade de Lençois, a 426 quilômetros de Salvador, é a principal cidade-base para visitar a região, e a mais famosa. Mas além dela, recomenda-se ficar em mais dois ou três outras cidades afim de otimizar os deslocamentos e explorar melhorar o Parque. Por isso, outras boas cidades de apoio são Andaraí, Capão (Caeté-Açu), Igatu e Mucugê.

Com a maior infraestrutura da região, Lençóis é ponto de partida para muitos passeios.

Como chegar na Chapada Diamantina? 

O melhor jeito de chegar lá e de se locomover pelo parque, especialmente se for sua primeira vez ou se estiver em grupo, é alugando um carro no Aeroporto de Salvador e de lá ir para a sua cidade-base. Também é possível pegar um vôo de Salvador para Lençóis, mas são muito caros e acabam não valendo a pena.

A alternativa é pegar um ônibus com a empresa Rápido Federal, que te leva da capital baiana até Lençois em uma viagem de 6 horas a 6:30h, por cerca de R$ 90. Geralmente os ônibus saem em um horário pela manhã (7h), outro na hora do almoço (13h) e um horário noturno (23h), mas sempre confira os horários para a sua data com antecedência.

Quantos dias ficar na Chapada Diamantina?

A Chapada Diamantina é um parque imenso demais, com muitas possibilidades de passeios. A verdade é que quanto mais tempo você puder ficar, melhor. Garanto que se decidir ficar um mês por lá, ainda voltará pra casa sem ver tudo. A pergunta certa aqui deveria ser qual é a quantidade mínima de dias para consegui ter um gostinho do que é a Chapada Diamantina?

Bom, como as distâncias entre os principais atrativos costumam demorar um pouco, o ideal seria ter, no mínimo, 5 noites disponíveis para essa viagem. Mas veja bem, não esqueça de considerar que quem sai de outros estados tem que pegar vôo até Salvador e depois ir para a Chapada de carro ou ônibus, e esse tempo de deslocamento é praticamente um dia inteiro tirado de você. Se tiver pelo menos uma semana, a experiência já começa a ficar mais interessante.  

Onde ficar na Chapada Diamantina?

Em Lençóis há bons hotéis, pousadas e até camping, além de boa oferta de restaurantes. Para uma primeira visita recomendo pelo menos 3 noites na cidade e depois uma ou duas na Vila do Capão e mais uma em Andaraí. Geralmente nessa primeira visita as pessoas têm entre 5 e 7 disponíveis, como eu disse anteriormente. De novo: aqui, quanto mais tempo melhor. 

Montar base em Lençóis é uma ótima pedida, principalmente pra quem tem pouco tempo

Hospedagem em Lençóis

Entre as acomodações que recomendo em Lençóis, a Alcino Estalagem e Atelier fica num casarão amarelo lindo no centro, com o melhor café da manhã da cidade – se ficar em outra pousada, você pode se dar de presente um café lá um dia. A Pousada Canto das Águas está mais para um hotel boutique charmoso (faz parte do Roteiros de Charme), mas tem super a ver com a Chapada, respeita o ambiente e tem o Rio Lençóis como vizinho e trilha sonora do sono. Charmosa e cativante, a Hospedaria Tayrona é uma pousada com ambiente familiar e muito bem localizada, perto do rio e da rodoviária. A Pousada e Camping Lumiar foi meu lar na primeira viagem e até hoje segue como área ótima e central para armar barraca, com sombra e charme. 

Hospedagem em outras cidades da Chapada Diamantina: Capão, Andaraí e Igatu

Como esse roteiro não fica apenas em Lençóis, sugiro outras hospedagens a considerar em seu tour pela Chapada Diamantina. No Capão (ou Caeté-Açu) a Pousada Villa Lagoa das Cores é incrível e tem donos super atenciosos e ótima gastronomia. Já a Pé No Mato é uma pousada ecológica com lindos chalés e uma bela vista.

Em Andararaí, a Pousada Sincorá tem clima de casa de parente e um quê super afetivo dos proprietários – é a cereja no bolo depois de visitar o Poço Azul e Encantado. Por fim, a Pousada Flor de Açucena é a sugestão charmosa, com apartamentos em meio às rochas de Igatu.

Os poços da Cachoeira do Serrano tem linda vista sobre Lençóis

Sugestão de roteiro básico pela Chapada Diamantina

Essencialmente, no roteiro básico você tem Lençóis, com cachoeira da Primavera, Serrano, Gruta da Pratinha, Lapa Doce e Morro do Pai Inácio. Dali, uma ida ao Vale do Capão para conhecer a mítica Cachoeira da Fumaça por cima. Seguir até o Poço Azul e ao Poço Encantado, em Andaraí. Quem sabe passar no Pantanal dos Marimbus. E recomendei vividamente ir até Ibicoara, conhecer a Cachoeira do Buracão. É um bom fechamento de uma primeira visita à Chapada.

Por conta da questão do cronograma e quantidade de dias de viagem, tracei dois roteiros pela Chapada Diamantina: um para quem tem 7 dias e outro para quem tem 10 dias de viagem, que inclui o Vale do Pati. Vamos ao roteiro básico primeiro:

Dia 1 – Chegada em Lençóis e ambientação

Num primeiro dia em Lençóis, geralmente fim da tarde, recomendo dar uma rápida volta na cidade para se localizar um pouco. Minha mãe sempre chamou esse ritual de “reconhecimento”, é o primeiro contato, quando você sente um pouco a atmosfera do lugar. Numa viagem tão energética quanto essa, pode ser a diferença entre viver ou não a Chapada. Essencial, mas muita gente esquece.

Também ali vale contratar um guia e fechar alguns passeios para os próximos dias. Entre as agências que recomendo estão a Venturas, a Nas Alturas e a Chapada Adventure. É possível ir de carro a muitos pontos, mas em muitas atrações é essencial um guia e uma infraestrutura, além de que ir com uma agência pode te deixar mais tranquilo. As atrações que mencionarei abaixo podem ser oferecidas em tours de um dia ou mais, em ordem variada, por cada agência.

Dia 2- Arredores de Lençóis (opcional)

Num primeiro dia de passeios, conheça a Cachoeira do Serrano, bem light e espalhada, com caminhada até o Poço Halley e à Cachoeira da Primavera. Todas super acessíveis para visitantes de várias idades. O Ribeirão do Meio tem um tobogã natural super divertido. Coma com calma num dos bons restaurantes da cidade, como o Cozinha Aberta, a Pizzaria Bodega ou a Maria Bonita Casa de Massas. Se tiver menos dias no seu roteiro, pule esse dia e vá direto para o dia 3. 

Gruta da Pratinha está entre as paradas obrigatórias dos iniciantes na Chapada Diamantina

Dia 3 – Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha e Morro do Pai Inácio

No dia seguinte, uma linda opção é seguir para as grutas. Esse dia é bem cheio, com parada no Poço do Diabo, no Rio Mucugezinho até chegar na Gruta da Lapa Doce. Uma das mais compridas e largas da Chapada, é boa para quem é medroso de caverna (eu sou!). Dali você segue até a Gruta da Pratinha, que certamente já viu no Instagram de muita gente. As águas azuis translúcidas dão MUITA vontade de mergulhar. Munido de colete, máscara e lanterna faça a flutuação dentro da gruta: os tons de azul na saída estão entre as coisas mais lindas que eu já vi na vida. Se não for emoção o bastante para você, se jogue na divertida tirolesa que desaba na linda lagoa da mesma cor.

Na volta, uma parada estratégica para contemplar o pôr do sol no Morro do Pai Inácio, o mais lindo da Chapada Diamantina e um dos mais marcantes da vida. A subida é rápida, praticamente qualquer um pode fazer e leva cerca de 20 minutos. Diz a lenda que um escravo de nome Inácio se atirou daqui quando foi surpreendido com sua amante. A história é controversa, mas a vista é inesquecível.

Pôr do sol com céu pincelado no Morro do Pai Inácio, na Chapada Diamantina, Bahia.

Dia 4 – Ida para o Vale do Capão e Cachoeira da Fumaça

O terceiro dia a partir de Lençóis dia costuma ser intenso. É hora de seguir de carro por 75 quilômetros até o Vale do Capão (ou Caeté-Açu). De lá começa a caminhada de 12 quilômetros de ida e volta até a Cachoeira da Fumaça, a segunda mais alta do Brasil, com 340 metros. Não dá para dizer que é uma caminhada básica, é necessário fôlego e algum preparo, pois a ida é uma longa subida. No entanto, turistas de todas as idades chegam lá e o grande segredo é subir devagar, com passos curtos entre os degraus e tomar muita água. Paradas para um lanchinho são importantes. Mesmo se disserem a você que a cachoeira está seca – o que acontece em boa parte do ano – não deixe de ir: a vista é ESPETACULAR e nesse roteiro básico você não verá nada parecido. Pernoite no Capão caso esteja muito cansado ou volte para Lençóis, já que no dia seguinte haverá muita estrada até Andaraí.

Atenção – Quem deseja percorrer o Vale do Pati fazendo o trekking que dura de 2 a 5 dias, iniciará a caminhada a partir daqui. Depois de passados esses dias, você terminará sua viagem em Andaraí. Falamos exclusivamente sobre tudo o que você precisa saber sobre o Vale do Pati no próximo tópico. 

Poço Azul é um escândalo para os olhos e a melhor parte é que podemos nadar ali

Dia 5 – De Lençóis para Andaraí ou Igatu, passando pelo Poço Encantado e Poço Azul

É o dia de visitar duas das maiores joias da Chapada, o Poço Encantado e o Poço Azul. Mas antes algumas agências oferecem parada e passeio por uma atração inusitada, o Pantanal de Marimbus, onde você embarcará numa voadeira e buscará jacarés e capivaras num lindo cenário repleto de dezenas de espécies de aves. Essa pode ser uma opção de passeio para o dia 6 (dia extra nesse roteiro)

O Poço Encantado é uma piscina translúcida e super azul, que parece coisa de outro mundo. Infelizmente não é permitido nadar. Mas bem pertinho dali tem o Poço Azul, um esplendor onde já foram encontradas ossadas pré-históricas no fundo. A grande vantagem é que é permitido nadar ali e dá a sensação de que você está voando, tamanha a transparência da água. Visite Igatu no fim do dia. A antiga vila mineradora tem bucólicas ruínas de casas de pedra, além de uma igrejinha super fotogênica. Durma em Igatu ou Andaraí.

Dia 6 – Cachoeira do Buracão

Pouca gente discorda que a Cachoeira do Buracão é a mais linda da Chapada Diamantina

Depois de dormir em Igatu ou em Andaraí, parta para Ibicoara. Do centrinho da cidade são 30 km até o ponto de estacionamento do Parque Municipal do Espalhado. Uma hora de caminhada o separa da Cachoeira do Buracão. Não à toa deixei essa cachoeira para o fim do roteiro. Como Ibicoara fica a 229 km de Lençóis, muitos viajantes acabam desistindo de ir até lá por achar, e com razão, que percorrer 460 km em um dia para ir e voltar é muito. Sim e eles têm razão, por isso fragmentei a ida até lá com parada em Andaraí e nos Poço Azul e Poço Encantado.

Eu sempre recomendo terminar a viagem pela Chapada Diamantina no Buracão porque é um gran finale de respeito. Não é a maior cachoeira em altura, tem 85 metros, mas ganha de todas em intensidade. Você chega até ela caminhando ou nadando por um cânion estreito, todo de pedras estratificadas. A sensação é de estar no Jurassic Park. Quando você avista a queda, parece absolutamente impossível que a água caia tão cenograficamente no canto de um grande coliseu de rochas empilhadas. Em épocas de pouca chuva, como entre maio e setembro, é possível ficar debaixo da cachoeira e sentir todas as dimensões desse lugar mais do que especial. Uma excelente maneira de terminar uma viagem tão intensa como é a própria Chapada Diamantina.

Roteiro completo pela Chapada Diamantina, incluindo o Vale do Pati: dicas para ter uma experiência inesquecível

Quem vai pela primeira vez para a Chapada Diamantina costuma visitar essa série de atrativos considerados essenciais. É uma espécie de checklist que incluímos no roteiro básico acima. Mas o roteiro completo não é necessariamente um roteiro mais difícil ou que demande grande experiência em caminhadas. O que você precisa a mais para fazer esse roteiro é TEMPO. Com 3 ou 4 dias extras, você já consegue incluir o Vale do Pati na sua rota.

Vale do Pati: pra ficar bem guardado na memória

O roteiro ficaria mais ou menos assim: 

Dia 1 – Chegada em Lençóis e ambientação
Dia 2 – Arredores de Lençóis
Dia 3 – Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha e Morro do Pai Inácio
Dia 4 a 7 – Trekking no Vale do Pati (que pode durar de 2 a 5 dias)
Dia 8 – Cachoeira do buracão
Dia 9 – Volta para Lencóis passando pelo Poço Encantado e Poço Azul
Dia 10 – Lencóis para Salvador

Sobre o Vale do Pati e dicas para quem quer fazer o trekking

Vale do Pati, nunca vi nada igual. Toda vez que falo desse lugar para alguém, todo mundo diz que meus olhos brilham. Quando estive por lá pela primeira vez tinha 17 anos e tudo era mágico e novo. Na segunda vez, em 2014, tudo continuava mágico e muito especial. Mas eu tinha novos companheiros de viagem, 13 anos a mais de vivências e um guia ótimo chamado Edmilson (aka Mil).

Sim, primeira dica, nunca faça essa caminhada sozinho. Ela pode durar de 2 a 5 dias, a depender de quanto você quer percorrer dentro do Vale do Pati. É essencial ir com guias, na companhia deles você dormirá na casa destes nativos, como Seu Wilson, Dona Maria e Seu Eduardo. Não há telecomunicações dentro do Pati, a energia elétrica é fraca e por painéis solares do programa Luz Para Todos. O acesso se dá apenas a pé ou em lombo de burro. Mas acredite, em poucos lugares do planeta você se sentirá tão vivo e tão dono de si.

A sensação é de insignificância diante de paredões tão majestosos.

Como não tinha diamantes, o Vale do Pati foi explorado por suas terras férteis e ali cresciam banana, café, arroz, jaca e verduras. No começo do século passado o Pati era pujante, mas nas décadas de 1950 e 1960 o vale decaiu por conta do excesso de plantação e pela erosão das encostas. Junto veio o êxodo rural, das pessoas partindo para São Paulo em busca de empregos e oportunidades. Por lá ficaram algumas poucas famílias, que hoje sobrevivem do turismo dentro da área do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Roteiro básico pelo Vale do Pati, os principais pontos de parada

Geralmente a rota básica dura 4 dias e 3 noites no Vale do Pati – começa no Vale Capão e termina em Andaraí. Do Capão passa pelo Bomba e sobe até os Gerais do Vieira. Ali, num mega planalto labiríntico, é onde os desavisados mais se perdem. Basta seguir seu guia e tudo bem. Pernoite na casa de moradores, aos pés do Morro do Castelo. Ganhou esse nome pela formação rochosa semelhante ao Castelo de Greyskull, do desenho do He-Man. No dia seguinte você pode subir e contemplar uma baita vista lá de cima, fora a gruta sensacional.

Margeando o Rio Pati você se sentirá como no Parque dos Dinossauros, tamanha a cara de Jurassic Park que o cenário tem. Se você começar a caminhada no vilarejo de Guiné será mais fácil avistar o Cachoeirão por cima. Após chuvas fortes podem se formar ali um conjunto esplêndido de até 13 imensas cachoeiras de quase 300 metros de altura. Um espetáculo abissal. Caso entre pelo Capão, você as avistará ao longe, pois alcançá-las por baixo é tarefa complicada e demorada, pelas pedras soltas e risco de tromba d’água em dias muito chuvosos.

O Vale do Pati é uma das maiores preciosidades da Chapada Diamantina. Foto Felipe Mortara

Vista do Cachoeirão, na Chapada Diamantina

Outros pontos incríveis da caminhada são a Cachoeira do Funil e do Lajedo, com 50 e 10 metros de altura, respectivamente. A subida de 1h30 pela Ladeira do Império, uma imensa escadaria calçada por escravos, e a descida até Andaraí são exaustivas, mas valem cada segundo. Por lá acho que tomei a melhor cerveja gelada da vida. E olha que era Kaiser!

Como explorar o Vale do Pati?

Geralmente você contrata uma agência para fazer o tour, mas dá para negociar diretamente com os guias uma diária – que varia de R$ 350 a R$ 500 para todo o grupo. Os pernoites nas casas dos moradores custam entre R$ 80 e R$ 100 com duas refeições, geralmente jantar e café da manhã. Neste site  há uma lista de agências que fazem o passeio, custam a partir de R$ 2.200 por 4 noites. Já no site da Associação dos Guias de Lençóis há contatos de vários guias para você escolher.

Vá além: outras caminhadas e passeios pela Chapada Diamantina

Por fim, cito mais 2 passeios que só que tem mais tempo – e geralmente mais disposição também – consegue fazer. Não é nada impossível para quem não tem prática de trekking, mas a cada passeio extra você desgasta o corpo e fica um pouquinho mais cansado, por isso é melhor ter uma boa resistência física. Afinal são lugares espetaculares e você não merece apenas “sobreviver”, mas aproveitar e contemplar cada instante.

Cachoeira da Fumaça por baixo

Com certeza uma das caminhadas mais difíceis do Parque Nacional, demanda muito esforço e treino dos participantes. É necessário pernoitar e carregar barracas, quando o serviço não estiver incluso com os guias. Você sobe de Lençóis pela famigerada Serra do Veneno, passa pelo Poção do Capivari e segue até a Cachoeira da Mixila. O pernoite é no Poção.

Logo no segundo dia, segue para a Cachoeira do Capivari numa tranquila caminhada de uma hora.  As mochilas ficam no topo da cachoeira enquanto você desce por uma trilha. Muitos mergulhos, fotos e contemplação. Depois segue-se até a a Cachoeira do Palmital, onde mais um banho de cachoeira o espera. Há a opção de dormir ali ou retornar até a Cachoeira do Capivari para pernoitar.

No terceiro dia sobe-se rio acima até a Toca do Macaco, onde ficam as mochilas e segue-se pelo leito do Córrego, para alcançar a Cachoeira da Fumaça por baixo. Um privilégio que poucos visitantes desfrutam. Sem dúvidas um dos maiores espetáculos da Chapada Diamantina e um ângulo que poucos podem contar que viram. Depois, retorno para acampar na Toca do Macaco.

O quarto e último dia começa-se subindo a Serra do Macaco cercado por uma vista de cair o queixo. Ao chegar no topo segue-se por mais 1 hora até a parte de cima da Cachoeira da Fumaça e seus 340 metros de altura. A segunda maior cachoeira do Brasil o receberá sob uma outra perspectiva. Tire quantas fotos quiser e depois caminhe por mais duas horas até o Vale do Capão. Dali, as agências costumam oferecer um transfer de volta para Lençóis. Agências como a Extreme Eco Adventure cobram a partir de R$ 1.050 por pessoa pelos quatro dias, com guia, barraca e todas as refeições inclusas.

Cachoeira da Fumacinha

Foto 5 – Cachoeira da Fumacinha ainda não é tão visitada quanto sua irmã mais famosa. Foto: Fernando Mortara

Ainda não muito badalada, mas a cada dia mais célebre, a Cachoeira da Fumacinha registra cada vez mais visitantes. Localizada em Ibicoara, tem opções de roteiro de um ou dois dias, geralmente combinado com a Cachoeira do Buracão. É possível escolher roteiros por cima e por baixo. Eu ainda não fui, mas meu primo Fernando Mortara acabou de ir e adorou. Ele fez o roteiro por baixo de um dia.

Ambos os roteiros são pesados, mas ao escolher o de dois dias você distribui um pouco mais o esforço. Dizem que avistar de baixo é mais impressionante, vale considerar isso. Quase todas as agências desta lista oferecem esta opção de passeio. Vale buscar a melhor opção.


Ainda tem dúvidas?

Bom, se você já é leitor costumaz do Segredos de Viagem já deve saber. Se ficou com alguma dúvida, é só deixar seu comentário aqui no formulário do site que nós teemos o maior prazer em respondê-la. No mais, prepare a botinha ou o tênis, o chápeu, o protetor solar, e bora Bahia, vamos explorar a Chapada Diamantina!

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  • Sebastião Santos Silva da Bahia

    LENÇÓIS
    Na charmosa Capital da Chapada,
    a riqueza não é mais o diamante,
    mas é a sua fascinante natureza
    com a sua paisagem exuberante.

    A Chapada Diamantina é linda,
    não tem palavra para descrever.
    Sua arquitetura é a obra de arte
    que a natureza não pôde fazer.

    Os morros fazem esculturas,
    o som vem das cachoeiras,
    o tesouro fica nas cavernas
    com verdes vales de palmeiras.

    Nessa terra de aventura,
    o divertido é caminhar;
    mas pode navegar no Marimbus
    ou ir ao Paraguaçu para banhar.

    Autor: Sebastião Santos Silva da Bahia

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