O que fazer em Lisboa: mais de 20 passeios, bate-voltas e outras dicas


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Lisboa é a capital portuguesa e uma das cidades mais belas da Europa. Prepare-se para passar dias vivendo uma cultura muito fácil de se relacionar a nossa, deliciando-se com os pastéis de nata, ao som de fado e caminhando por vielas enfeitadas por azulejos únicos. Bem-vindo à Portugal com as melhores dicas do que fazer em Lisboa para uma viagem incrível!

Praça do Comercio, em Lisboa, durante a tarde diversos turistas passeando em frente ao arco da rua augusta
Ah, Lisboa <3 | Foto: Claudio Schwarz – Unsplash

Quantos dias ficar em Lisboa?

Essa questão é sempre um pouco complexa, porque depende bastante do estilo de viagem. Se você é desses que bate perna o dia todo, absorvendo o máximo possível de um lugar em pouco tempo, dois ou três dias (3 ou 4 noites) em Lisboa devem matar a sua curiosidade. Mas não considere bate e voltas, pra isso seriam necessários mais dias.

Já aqueles que preferem um ritmo mais slow travel – e Lisboa é maravilhosa para viagens lentas, na minha opinião -, seis dias na cidade podem ser ideais (considere 7 noites). Com essa quantidade de dias os bate e voltas já são super viáveis, e eles são bem interessantes! Falaremos sobre as possibilidades de bate e volta a partir de Lisboa no decorrer do texto.

Tentando generalizar, acredito que quatro dias inteiros em Lisboa sejam suficientes para conhecer bem os principais pontos turísticos da cidade e acrescentar um bate e volta de sua preferência, seja para Sintra, Cascais ou Óbidos, por exemplo.

Como se locomover em Lisboa?

A cidade de Lisboa conta com bons meios de transporte público, entre eles o elétrico (conhecido aqui no Brasil como “bonde” ou “bondinhos) e linhas de metrô – que, inclusive, dão acesso ao aeroporto. Porém, vale dizer que táxi e carros de aplicativos funcionam bem também e dependendo da situação podem sair bem baratos.

Indo além, quem fica hospedado em algum lugar central do ponto de vista turístico (explicaremos logo mais) pode fazer grande parte dos passeios a pé mesmo.

Indiferente do meio de transporte que você escolher para o seu roteiro, uma coisa é certa: você vai subir e descer muitas ladeiras eventualmente. Por isso, é importante já sair do hotel de manhã com calçados confortáveis e preparado para andar. 

Vista de Lisboa
Caminhar por Lisboa vai revelar vistas como a da foto | Divulgação

Metrô de Lisboa é uma boa opção de transporte

São quatro linhas de metrô, entre elas a cor-de-rosa, que tem como estação final o aeroporto de Lisboa. Os bilhetes para embarcar custam a partir de 1,65€ (em dezembro de 2023) – este valor é para recargas no cartão Viva, que pode ser adquirido nos próprios totens eletrônicos das estações.

Em algumas estações, pode não haver catracas. Nesse caso, você deve validar o seu bilhete em pontos específicos nas estações (em geral, na entrada delas e nas plataformas). Caso você esqueça de validar e um guarda confira o seu bilhete, pode receber uma multa. 

Passeio de bonde na capital portuguesa

Para viver uma experiência genuína, faça um passeio de bonde em Lisboa – lá, eles são chamados de “elétricos” e são mais que atrações turísticas: são também um dos meios de transporte da cidade para quem quer poupar as pernas nas ladeiras.

A linha mais conhecida é a 28, que passa próximo ao Castelo de São Jorge, Pastelaria A Brasileira, Largo de Camões e muitos outros pontos importantes da cidade. O embarque nos elétricos custa a partir de 3€.

bondinho 28 passando em uma via estreita de Lisboa


Lisboa Card vale a pena?

O Lisboa Card é um cartão que dá acesso ao transporte público da cidade, descontos e gratuidade em diversas atrações. Você irá economizar dinheiro e tempo em filas comprando ingressos. Vale a pena se você for andar bastante de transporte público quando estiver por lá e se o cartão incluir as atrações que você quer visitar.

Há diversos preços do Lisboa Card de acordo com a quantidade de tempo que resolver comprar (24, 48 ou 72h) e tipos de atrativos que ele cobre, você pode conferir todos detalhes aqui. 

Onde ficar em Lisboa?

Hospedar-se em uma boa região é sempre algo crucial em viagens, principalmente em grandes cidades, quando o tempo perdido no transporte pode ser grande.

Lisboa, apesar de ser uma capital, tem suas principais atrações turísticas bem concentradas. Portanto, hospedando-se em uma boa região você pode fazer grande parte das atrações a pé ou rapidinho de metrô, o que é um baita ponto positivo.

Na minha opinião, os melhores lugares para ficar em Lisboa são Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real. Regiões vibrantes, cheias de atrativos interessantes, bem conectadas com transporte público e razoavelmente seguras.

A região da Baixa, onde está a Rua Augusta é igualmente central e bem conectada, mas já acho um pouco menos tranquila de caminhar a noite, por exemplo. O mesmo vale para o Cais do Sodré. 

Graça e Alfama são bairros onde você vai passear com certeza, e estão ali no mesmo miolo de interesse, apenas do lado contrário ao Chiado em relação à Baixa. Essa área, porém, que fica por perto do Castelo de São Jorge, já é um pouco mais inacessível em termos de transporte.

Por fim, quem quer economizar na hospedagem pode optar por algo próximo à Avenida Liberdade e à Praça Marquês de Pombal, ou na área entre os metrôs Intendente e Anjos – ótima região para sair à noite, diga-se.

O que fazer em Lisboa? Principais atrações turísticas

Um roteiro clássico pela capital portuguesa terá visitas a museus, igrejas e construções históricas. Serão dias e dias de muito aprendizado e diversão costurados por uma gastronomia de primeira – e bem mais acessível que em muitas outras cidades europeias.

Vamos às principais atrações e o que você não pode deixar de fazer em Lisboa:

Praça do Comércio e Arco da Rua Augusta – com bônus para o passeio de barco

Às margens do rio Tejo, a Praça do Comércio é a mais importante de Lisboa, pois ela era a porta de entrada da cidade, onde chegavam grandes embarcações. Também é conhecida como Terreiro do Paço. 

O visual por lá é lindo. E uma boa pedida é fazer algum passeio de barco pelo Tejo, que partem da estação fluvial Cais de Sodré, próxima à praça – mas vale reservar com antecedência. Outra opção, é observar esse vaivém das embarcações em um dos vários bares e restaurantes a beira da água.

Ah, por ali antes ficava o Palácio Real, que foi destruído pelo terremoto de 1755. Se quiser saber mais, vale visitar o Lisboa Story Centre que conta essa história de forma lúdica. No fim do post, falamos melhor sobre ele nas dicas de lugares para ir com crianças.

Vista da Rua Augusta a partir do Arco de mesmo nome | Foto: Thelma Lavagnoli

Uma construção que chama a atenção ao rodear a Praça do Comércio é o Arco Triunfal da Rua Augusta. Ele, que fica no início da rua de mesmo nome, foi finalizado em 1873 pelo arquiteto Santos de Carvalho em comemoração a reconstrução da cidade.

É possível subir de elevador no arco para ter uma vista privilegiada de pontos como a Sé, o Castelo de São Jorge e a ribeira lisboeta.

Castelo De São Jorge 

Certamente uma das construções mais emblemáticas e que mais chama a atenção no skyline de Lisboa! A construção tem mais de 800 anos e foi levantada para pedir proteção à São Jorge para impedir que os romanos invadissem a cidade.

Você pode aproveitar para conhecê-lo durante o passeio no elétrico 28, pois o bondinho desembarca pertinho do castelo. No acervo, há uma exposição permanente que conta a história da cidade, arquivos do bairro islâmico do século XI, jardins e miradouros com vista de tirar o fôlego.

Não deixe de passar pelo Arco de São Jorge e pelas lojinhas que ficam embaixo dele. A entrada no castelo custa a partir de 5€ – se você ama história, vale a pena pagar mais 2,5€ pela visita guiada.

Foto: Divulgação Castelo de São Jorge

Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos

Antes de chegar à Torre de Belém, um grande monumento certamente chamará a sua atenção às margens do Tejo: é o Padrão dos Descobrimentos, com 56 metros de altura.

Ele, que simboliza as expedições e colonizações portuguesas, foi construído em 1940 pelo arquiteto Cottinelli Telmo e pelo escultor Leopoldo de Almeida. A estrutura, porém, era frágil, e teve que ser reconstruída em 1960 para marcar a comemoração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique.

Em 1985 ele tornou-se um centro cultural. Sim, em seu interior, há um auditório e salas de exposições! A entrada no Padrão dos Descobrimentos custa a partir de 5€

Seguindo adiante por cerca de 1km, está a inconfundível Torre de Belém. Ela foi construída entre 1514 e 1520 para homenagear o santo padroeiro de Lisboa, São Vicente, e para ser uma barreira de defesa na margem da cidade. Hoje ela possui quatro pavimentos, com as salas do governador, dos reis e de audiências. Há também uma capela em seu interior. A entrada custa a partir de 8€.

Prepare-se para encarar a escadaria da Torre de Belém que vale a pena

Museu Coleção Berardo

Entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, está o Museu Coleção Berardo, com acervo permanente e temporário de arte moderna e contemporânea. Há obras, por exemplo, de Picasso, Dalí, Piet Mondrian, Joan Miró, Francis Bacon e Andy Warhol. A entrada custa 6€, mas é gratuita aos sábados. 

Mosteiro Dos Jerónimos 

Uma das principais construções da arquitetura portuguesa é o Mosteiro dos Jerónimos, fundado no século XVI pelo rei D. Manuel I. A grande área (a fachada tem 300 metros de largura, além do belo jardim) foi doada aos monges, que permaneceram por lá até o século XIX.

Dois importantes personagens para Portugal têm suas ossadas enterradas lá: Vasco da Gama e Luís de Camões. O mosteiro faz parte da lista de patrimônios mundiais da UNESCO desde 1983. A visita ao espaço (incluindo a igreja) custa 12€.

Compre os ingressos com antecedência e, se você viaja no verão, prepare-se para enfrentar uma fila. Mas não desista, porque vale a pena!

Comer os autênticos Pastéis de Belém

Com o encerramento das atividades do mosteiro em 1834, próximo a ele foi aberto um comércio chamado Pastéis de Belém, produzindo um doce cuja receita era secreta do mosteiro. A doceria está aberta até hoje, produz mais de 20 mil doces por dia e é muito concorrida. Afinal, quem não quer provar uma receita secular, deliciosa e conhecida em todo o mundo?

Os autênticos pastéis de Belém | Foto: Thelma Lavagnoli

Aliás, ao ver as filas na porta, não se acanhe e pergunte se o salão está vazio. Muita gente não sabe, mas no fundo do local há um espaço grande pra quem quer sentar e comer . É um pouco mais caro porque tem o serviço e tal, mas costuma valer a pena para não ter que ficar esperando no sol.

E vale lembrar que pastel de Belém só tem este nome aqui neste lugar, que tem a receita tradicional. Para pedir o doce em outros endereços da cidade, chame-o de “pastel de nata”.

Detalhes dos azulejos do salão da confeitaria Patel de Belém | Foto: Thelma Lavagnoli

Miradouros e elevadores para ver o skyline de Lisboa 

Dentro do seu roteiro, não deixe de encaixar uma ida a um dos miradouros de Lisboa – que é como são chamados os mirantes da cidade. Muitos deles estão ao fim das grandes ladeiras da cidade, com vista panorâmica, ou podem ser acessados por elevadores.

Como já contei anteriormente, o Arco Triunfal da Rua Augusta e o Castelo de São Jorge têm vistas maravilhosas. Mas você também pode ser um panorama da cidade passando por outros lugares como o Elevador de Santa Justa, inaugurado em 1902 na rua do Carmo, que falo melhor abaixo. 

Também vale lembrar que existem inúmeros mirantes mais simples espalhados pela cidade, como o Miradouro da Senhora do Monte, que fica no Largo Monte e em frente à Capela de Nossa Senhora do Monte.

O Miradouro de Santa Luzia fica ao lado da igreja de Santa Luzia, e com vista para Alfama, que é uma das áreas mais antigas de Lisboa e onde está a igreja Sé de Lisboa. Além da vista, ele é também uma atração em si que vale a pena.

O Miradouro de São Pedro de Alcântara tem uma das vistas mais completas e bonitas da cidade, além de também ser uma praça bonita por si só. Já o Miradouro Santa Catarina é a pedida para ver um pôr do sol tomando um vinhozinho ou uma cerveja, ao som de uma música ao vivo e um certo agito jovem.

O Miradouro da Graça é parada obrigatória no simpático bairro – e uma pausa estratégica para quem vai até o Castelo de São Jorge a pé.

Maat, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Este é um dos museus mais novos e inovadores de Lisboa: foi inaugurado em outubro de 2016 em Belém com o intuito de reunir debates e descobertas no campo da arte, arquitetura e tecnologia. O edifício moderno foi desenhado pelo escritório Amanda Levete e o Central Tejo é um prédio industrial conservado da primeira metade do século XX. A entrada custa a partir de 8€ e é de graça no primeiro domingo de cada mês.

“O” Bairro de Lisboa – veja o que Fazer no Chiado

Se você procura boemia, badalação, gente jovem pelas ruas e agito noturno, a Baixa e o Chiado de Lisboa são os bairros que você irá amar. Localizados no coração de Lisboa, para acessá-los basta desembarcar na estação de metrô Baixa-Chiado.

O que fazer na Baixa e Chiado: todo turista precisa ir ao charmoso café A Brasileira, fundado em 1905 no Largo do Chiado. É lá onde está a icônica estátua de Fernando Pessoa, um frequentador assíduo do local. 

E, para comprar lembrancinhas, dê uma olhada nos três andares dos Armazéns do Chiado, como menção honrosa para a loja de souvenires A Vida Portuguesa.  Depois também vale conhecer a Livraria Bertrand, aberta em 1732 e em funcionamento até hoje.

No mais, explore as ruas e encontre o bar que mais te agrada, entre as inúmeras opções. Por ali também tem uma unidade da sorveteria Santini, considerada uma das 100 melhores do mundo pelo ranking da Time Out.

Elevador Santa Justa e dicas do que fazer na Baixa Lisboa

Aí, uma boa hora pra conhecer o elevador Santa Justa, que conecta o Largo do Carmo (Chiado) a Rua do Ouro (Baixa). A estrutura de metal é do início do século 20 e o trajeto de subida ou descida é considerado transporte público, assim como o metrô, por exemplo.

Foto: Kit Suman – Unsplash

E então, já na Baixa, sugiro passear pela Praça Luís de Camões e pela Praça Dom Pedro IV, até chegar ao Arco Triunfal da rua Augusta, principal via da área. Inclusive, aproveite para fazer uma parada estratégica no caminho e prove o famoso licor de cereja Ginja, do café A Ginjinha.

Ah, e não deixe de observar a arquitetura das construções deste pedaço da capital, pois ela conta muito sobre a reconstrução da cidade depois do terremoto da metade do século 18. Como a área foi totalmente destruída, o líder da época – Marquês de Pombal –  precisou ser rápido nas obras e priorizou edifícios simples para abrigar o povo, no que ficou conhecido como arquitetura pombalina. 

Mercado Da Ribeira – Time Out Market

Localizado no Cais do Sodré, o “mercadão” de Lisboa foi inaugurado em 1882 e vende frutas e verduras, peixes e carnes. Mas a área mais procurada ali pelos turistas é a do Time Out Market, inaugurada em 2014 pela revista Time Out para reunir os melhores espaços gastronômicos da cidade em um único lugar.

Prepare-se, é claro, para experimentar os melhores pastéis de nata e vinhos que você já imaginou: são cerca de 30 restaurantes, 8 bares e diversas lojas de presentes. A estação de metrô mais próxima é a Cais do Sodré. 

LX Factory 

O gigante complexo industrial se transformou em um reduto de lojas, restaurantes, cafeterias e bares moderninhos em 2008. Desde então, é um passeio para quem quer encontrar bons “achados” de design ou simplesmente comer algo fora do óbvio.

Vale a pena conferir todos os estabelecimentos no site do projeto, mas já adianto: o terraço do restaurante Rio Maravilha, em um dos prédios, é um dos mais concorridos em qualquer época do ano, afinal, tem vista privilegiada para a ponte 25 de Abril, a gigante vermelha que lembra a Golden Gate Bridge, de São Francisco.

Grafites de Lisboa: Tour De Street Art

Lisboa consegue conservar seus azulejos, castelos e construções centenárias em meio a chegada das artes modernas. Não à toa, os tours para ver grafites estão entre as atrações principais da cidade para quem curte arte urbana.

Além de grafites, há criações como esta que traz objetos com técnicas de escultura | Foto: Thelma Lavagnoli

Há diversos tipos de roteiros que podem ser feitos a pé – os preços variam conforme a duração, os trajetos e quantidade de participantes. No Get Your Guide tem alternativas mais baratas, com 1h30, e outras mais completas que duram cerca de 3h

O Turismo de Portugal também reuniu diversos lugares com grafites coloridos que você pode conhecer de maneira independente.

Mas mesmo se não conseguir incluir um tour específico de street art, inclua o LX Factory e o bairro do Chiado entre os seus passeios: eles estão repletos de arte urbana que vão te encantar e render boas fotos. 

Fundação Calouste Gulbenkian

Não se assuste pelo nome quase impronunciável. A Fundação Calouste Gulbenkian é um complexo que, dentro de um belo jardim, abriga em seus dois prédios exposições de arte permanentes e temporárias das mais diversas. Um passeio completo que vale muito a pena incluir no roteiro, especialmente se você quer sair do turismo mais basicão. A entrada custa a partir de 6€ e é de graça aos domingos, a partir das 14h.

Museu Nacional dos Coches

Os “coches” são carruagens reais. Neste museu, há a maior coleção delas no mundo, com mais de 9 mil exemplares de veículos e artigos de cavalaria dos séculos XVI ao XIX. O espaço cultural é dividido em diversos edifícios, sendo o mais novo projetado pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, em Belém, o antigo Picadeiro do Palácio Real, em Lisboa, e o Paço Ducal de Vila Viçosa. 

Museu Nacional Do Azulejo 

Eles estão em diversas paredes de todo o país e são um marco na arquitetura portuguesa! Por isso, os azulejos ganharam um museu especialmente para eles, juntamente com a cerâmica. O espaço abriga exemplares históricos e é dedicado a conservar, investigar e restaurar as peças. Há ainda um restaurante no local e uma experiência para quem quer pintar o seu próprio azulejo. A entrada custa 8€.

O museu conta a história dos azulejos portugueses podem meio de peças como esta | Foto: Thelma Lavagnoli

Museu do Fado 

O espaço cultural no bairro da Alfama reúne a história do estilo musical tradicional português que é acompanhado por guitarra. Nele há o acervo aberto à visitação, uma escola com cursos de canto e guitarra portuguesa, auditório e lojinha temática. Fica próximo a estação de metrô de Santa Apolónia e a entrada custa a partir de 2,50€. 

E vale lembrar que o Fado foi incluído pela Unesco na Lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em novembro de 2011, ou seja, é uma expressão artística muito importante pra entender a cultura e histórica lusitana. 

Onde assistir a um show de Fado em Lisboa?

Segundo boa parte das publicações de turismo, as melhores casas para assistir a um espetáculo de fado em Lisboa são: Senhor Vinho, Parreirinha de Alfama, O Faia, Mesa de Frades, Clube de Fado, Café Luso e Adega Machado. 

Confesso que conheço apenas a Clube do Fado, mas achei uma experiência super bacana. A comida é saborosa e bem servida, enquanto o show de Fado é autêntico sabe? Sem grandes estruturas, mas com artistas talentosos.

Outra opção é o Tejo Bar, que está quase escondido atrás de uma portinha bem pequena na Alfama, mas que já foi frequentado pela Madonna, célebre moradora do bairro.

Onde sair à noite em Lisboa

Bom, dicas de baladas propriamente ditas eu vou ficar devendo, mas fontes lisboetas me recomendaram alguns barzinhos bem descolados e interessantes. Entre eles, alguns foram testados e aprovados e outros estão na lista para a próxima visita.

Na região de Alfama e Graça, Damas é um bar alternativo com poucas e ótimas opções de drinks e petiscos e ambiente bem gostosinho. Valsa, A Mata e Casa Independente, mais ou menos próximos, seguem na minha lista.

Já para os lados do metrô Intendente, há diversas opções, mas a JNcQuoi House é com certeza um lugar que vale a visita. Um casarão antigo com intervenções artísticas até no banheiro e espaços diversos, incluindo uma gostosa varanda.

E claro, a região do Chiado é sempre uma opção para quem quer badalo noturno.

Lisboa com crianças: 3 dicas de passeios 

Lisboa Story Centre

Na Praça do Comércio, esse é um lugar perfeito para quem quer conhecer a história da cidade de uma forma divertida! A visita dura cerca de uma hora e fala sobre a fundação de Lisboa de forma interativa, desde as primeiras civilizações até a atualidade, passando por grandes acontecimentos como o terremoto de 1755 que destruiu diversos monumentos e as expedições marítimas. Há ainda uma maquete virtual da cidade e uma lojinha. A entrada custa a partir de 3€.

Parque Das Nações 

A área de 5 quilômetros à beira do rio Tejo pode ser considerada um complexo de entretenimento. Ali tem o shopping Vasco da Gama, o Pavilhão do Conhecimento (museu de ciências), o Teatro Camões, o Oceanário de Lisboa e até um teleférico, entre outras atrações. 

Telecabine do Parque das Nações | Foto: Thelma Lavagnoli

Também vale destacar as esculturas, grafites e outras criações artísticas espalhadas pelo local que funciona também como um museu a céu aberto. 

Boa parte dos edifícios do Parque das Nações foi construída para uma importante feira internacional, a Expo 98. Ao longo dos anos, o local cresceu e hoje é uma importante área de lazer e entretimento para turistas e locais.

LU.CA – Teatro Luís de Camões

Na região de Belém, o LU.CA é um teatro com programação de peças de teatro, dança e circo dedicadas especialmente às crianças e adolescentes. Os pais, é claro, podem acompanhá-las. Além dos espetáculos, também há visitação a partir de 1€.

Bate-voltas de Lisboa: Sintra, Cascais e outros passeios 

Sintra

O frio das colinas da Serra de Sintra atraiu a nobreza portuguesa no século 19, que escolheu a região para construir suas residências de verão – nada mais nada menos que grandes mansões cercadas de pinheiros e castelos de arquitetura romântica. Você pode visitar, por exemplo, o Palácio de Monserrate, o Palácio Nacional da Pena (o mais procurado, que chama atenção por suas cores) e a Quinta da Regaleira (uma opção bem lúdica). Partindo de Lisboa, você pode pegar um trem nas estações Rossio ou Oriente com destino a Sintra. 

Cascais

A apenas meia hora de carro de Lisboa, Cascais é uma boa opção para quem quer pegar uma boa praia perto da cidade. De trem, partindo da estação Cais do Sodré, a vista é maravilhosa: são 40 minutos até chegar em Cascais e você vai apreciando a paisagem da margem do rio Tejo. O desembarque é no centro histórico, então você já pode aproveitar para dar uma volta por ele. Um dos pontos mais famosos da estância é a falésia Boca do Inferno. Escolha uma das praias (são várias: Adraga, Rainha, Guincho…) e passe o dia. 

Estoril

Você pode passar rapidamente por Estoril antes de ir a Cascais, pois ficam a apenas 2,5 quilômetros de distância um do outro, sendo Estoril distante 22 quilômetros de Lisboa. Assim como Cascais, o trem para Estoril parte do Cais do Sodré. Chegando em Estoril, percorra a avenida Marginal: nela estão as praias, bares e restaurantes e o cassino. 

Óbidos

A 80 quilômetros de Lisboa, Óbidos é uma cidade encantadora com casinhas pintadas de branco, azul e amarelo. Você pode chegar até lá de carro ou rapidamente de ônibus – é apenas 1h de viagem partindo da estação de metrô Campo Grande. Chegando no destino final, aproveite para conhecer parte da muralha de Óbidos, a Porta da Vila, a Igreja de Santa Maria e o Museu Municipal. A rua Direita é repleta de lojinhas e leva ao Castelo de Óbidos, de 1153, onde hoje funciona também uma pousada

O que fazer em Lisboa: roteiro de 3 dias

Independente do número de dias que você tem em Lisboa, há alguns passeios imperdíveis, especialmente na sua primeira vez conhecendo o destino. Sendo assim, vá a um miradouro, visite a Praça Do Comércio e o Castelo de São Jorge. E, claro, coma um bom pastel de nata (melhor ainda se for o de Belém).

Considere ainda o passeio de elétrico 28 (bonde) que dá um bom panorama dos cenários lisboetas. Depois, curta uma noite de drinques no LX Factory ou show de fado. Por fim, já se planeje para voltar, porque Lisboa é encantadora e está sempre repleta de novidades.


O que achou das nossas dicas de o que fazer em Lisboa? Conta pra gente nos comentários!

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