5 bares e restaurantes em SP que só abrem quando o dono quer


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São Paulo tem de tudo mesmo, inclusive bares e restaurantes que só abrem quando o dono quer. Confira!

Sempre achei que abrir um bar seria um jeito incrível de ter sempre os amigos por perto. E ganhar algum dinheiro, claro. Mas todas as vezes que aventei a possibilidade esbarrei com a dura e implacável realidade do famigerado horário de funcionamento. Claro, em todos os municípios brasileiros há leis que limitam a hora de abertura – geralmente entre 1h e 2h da manhã. Porém, nenhuma prefeitura impõe regras sobre quando os bares devem abrir.

Ou seja, decidir se abre e em que faixa horária vai funcionar é uma decisão exclusiva do dono. Completamente baseada na vontade dele, na relação que tem com os clientes e com o bairro ao redor. Geralmente são estabelecimentos bem autênticos, com proprietários cheios de personalidade.

Tive esse estalo quando percebi que esse era exatamente o modelo de negócio que eu gostaria de ter. Claro, se der vontade de ir você pode ligar antes ou entrar nas redes sociais do bar e checar se está aberto. Geralmente o Google costuma acertar também, mas minha sugestão é você mesmo ligar. A partir daí fiz uma busca com amigos para descobrir onde estão esses bares na cidade de São Paulo. Veja o que eu descobri:

Botequim do Cesinha

O senhor simpático de fala simples recebe a todos com gentileza e bom humor. A simplicidade contrasta com a complexa carta de cervejas importadas, uma das melhores de São Paulo. Embora pronunciar os nomes mais difíceis não seja o forte de Cesinha, ele é campeão em indicar algo de acordo com suas preferências prévias. Belgas, americanas, inglesas, há cervejas de muitas origens, mas o clima é bem despachado, como o próprio Cesinha. Se cerveja não é a sua praia, o gim tônica é um sucesso, assim como a caipirinha de tangerina. Ah, a carta de cachaças é igualmente encorpada. Da cozinha também saem coisas bacanas, como porções clássicas, e sanduiches, como o rosbife com detalhes, mas disseram que a empada não estava lá essas coisas… Por vezes sarcástico, costuma gostar mais de quem gasta mais. Mas também de quem volta sempre.

Rua Delfina, 66 – Vila Madalena – Tel.(11) 3032-0058

Botequim do Hugo

Teoricamente funciona de segunda a sexta-feira, das 16 às 22 horas. Mas quem já esbarrou inadvertidamente em horários aleatórios no número 1014 da Rua Pedroso Alvarenga no Itaim Bibi sabe que não é bem assim. Mas este pequenino botequim é pura tradição. Fundado pelo português Marcelino Cabral, em 1927 com o nome de batismo de Empório Cabral, o despretensioso estabelecimento cruzou as décadas de modernidade e afetação que envolveram o Itaim-Bibi. Desde 1986 os netos Emiliana e Hugo tocam a casa com simpatia, bom humor e um espírito familiar. Quem senta pra tomar uma tem a sensação de fazer parte da vizinhança, mesmo sem nunca ter tido CEP no Itaim. Recheados com carne, palmito ou queijo, os pastéis saem da cozinha pelas mãos de Dona Zizi e Débora. Nada de cervejas metidas, aqui as escolhas são entre garrafas de 600ml de Brahma, Original e Serramalte. Se a experiência no ambiente repleto de objetos antigos e cacarecos não for suficiente, o site do Botequim do Hugo tem uma série de frases filosóficas para inspirar a vida.

Rua Pedroso Alvarenga no Itaim Bibi, 1014 – Itaim-Bibi – Tel.(11) 3079-6090

Capivara Bar

Foto: divulgação

Não confunda com o bar homônimo e hypadinho ali ao lado do Pitico, no Baixo Pinheiros. Esse bar aqui não tem vizinhos célebres e tá mais para uma garagem velha com porta de aço. Aliás está mais pra restaurante com “bar” no nome. Nada disso tira o valor do lugar, numa ruazinha bem “nada a ver” no bairro da Barra Funda. Muito pelo contrário, só reforça o ar hipster-descolado-despretensioso do ambiente escurinho, com mesas compartilhadas e cardápio que muda diariamente. Ou melhor, de segunda a quinta-feira. Os proprietários Jorge Amaral e Rodrigo Felício, também chef da casa, resolveram que abrir aos sábados estava atrapalhando o negócio por não poderem dar a atenção necessária a cada cliente. No meio de cada tarde eles postam o menu do dia no Instagram @capivarabar. Os pratos variam de 40 a 60 reais, mas têm ares de alta gastronomia e são saborosíssimos. Bebida é Heineken ou vinho, com boas opções trazidas pelo sommelier Bruno Bertoli. Se estiver animado, no bar ao lado às vezes rola um bom samba.

Rua Dr. Ribeiro de Almeida, 157 – Barra Funda – Tel: não tem; wi-fi também não

Espaço Zebra

Tudo é charmoso, elegante e sincero. Inclusive o horário de abertura: apenas sextas e sábados, das 19h às 00h. Sem chororô, mas aceita reservas.

Instalado num espaço misto de atelier e residência do artista multimídia Renato Larini, o Zebra é mais que um bar. É uma atmosfera, um estado de espírito. As obras de arte/móveis ao redor estão todos à venda, mas a sensação é a de estar num acolhedor ambiente modernista e questionador. Tem amor à arte, tem invencionices. Desde os móveis feitos com caixas de bacalhau, madeiras reaproveitadas e antigos arquivos de ferro reciclados até os drinks. É na forma líquida que a mágica se faz. Pelas mãos da bartender e radialista Néli Pereira, o Apotecário é o carro chefe da casa e leva gim, gengibre, laranja, limão e  manjericão. Todas as louças são de época e dão ao lugar um ar de farmácia do início do século 20. Entre os comes as opções são poucas, mas o bolinho de carne empanada costuma matar a larica.

Rua Major Diogo, 237 – Bela Vista – Tel. 11 94883-1570

Casa do Araújo

O nome explica tudo. Não é o restaurante do Araújo, mas a casa dele. Mais precisamente de Gustavo Araújo, chef e dono do lar. Às sextas e sábados à noite ele abre as portas para visitas, ou melhor, clientes. O clima é super aconchegante, assim como a vilazinha estreita, no bairro da Vila Mariana. Tem um quê descolado e muito charmoso. Na parede de lousa, o menu do dia, com opções de entrada e prato principal, além de bons rótulos de vinhos tinto e branco. Entre os pratos mais recorrentes (o menu está sempre online), o polvo brasileiro, o brie ao forno com nozes e mel e a fraldinha de sol com mandioca na manteiga de garrafa. De sobremesa, mil folhas de doce de leite com sorvete de cachaça. Aliás, muitas destas opções são para compartilhar. Uma metáfora do gesto do próprio Araújo, de abrir seu cantinho para receber estranhos, que após algumas garfadas e uma prosa acabam se tornando amigos e fregueses.

Rua Irmã Efigênia, 114 – Vila Mariana – Tel: 11 99492-7960 ou 11 2614-2573

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