Dicas de Santa Marta – Tudo o que você precisa saber antes de ir


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Por muito tempo Cartagena reinou absoluta como destino favorito dos turistas no litoral colombiano. E por uma ótima razão: a cidade murada é mesmo incrível. Mas o que pouca gente que vai visitar as praias da Colômbia sabe é que há uma segunda grande cidade colonial na costa do país. Bem longe de ter o encanto, o charme e a preservação de Cartagena, Santa Marta tem o seu valor. Infelizmente o trânsito, obras inadequadas e um mal cuidado deram uma detonada na cidade, a 227 quilômetros de Cartagena. Mas não pare de ler aqui, Santa Marta tem atrativos que interessam.

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A começar por praias. Sim, você vai penar para achar uma boa faixa de areia para chamar de sua próxima a Cartagena. Na verdade, as melhores praias são longe da cidade. Já Santa Marta serve como uma ótima base para visitar algumas das melhores praias do litoral colombiano (aquele mar absurdo de San Andrés não conta). Pois é, a terra de Carlos Valderrama (si, hay una estátua de “El Pibe”, como é conhecido por lá. Tipo que nem o Romário era o “Baixinho” para nós) é um bom hub para os entornos, com ótima oferta de ônibus e pacotes.

 

Estátua de Carlos Valderrama

Estátua de Carlos Valderrama

Passeio pelo centro de Santa Marta

Antes de falar das melhores praias, uma rápida volta pelo centro de Santa Marta. Apesar de ter sido a mais antiga a começar a ser erguida, a Catedral de Santa Marta não é a mais velha da Colômbia, como o guia local tentou me vender. Mas isso não tira a beleza dos ornamentos do fim do século 18 e dos vários estilos arquitetônicos acrescentados ao longo dos anos.

Catedral de Santa Marta

Catedral de Santa Marta

Completamente reformado em 2014, o Museo del Oro funciona na Casa de la Aduana, e exibe cerâmicas e ouro das tribos tayrona, kogi e arhuaco. Já a Casa Museo Gabriel García Márquez funciona no mesmo endereço onde o maior escritor da Colômbia e Prêmio Nobel de Literatura (1982) nasceu e oferece um bem cuidado acervo de fotos e objetos. Se sobrar tempo, o Palácio Episcopal tem um acervo curioso.

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Pelas ruas de Santa Marta

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Um dia é mais que suficiente para ver e entender Santa Marta, que tem um ar das cidades paulistas de Santos ou Guarujá na década de 60, mas com uma decadência bem contemporânea. O calçadão à beira-mar tem inegável beleza com os navios entrando e saindo do porto, mas nada comovente. Acho que o mais bacana da cidade é jantar ou tomar uma cerveja nos arredores do Parque de los Novios, uma gostosa pracinha com ar bucólico de interior, em que meninos ainda circulam para um lado e meninas para o outro.

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Uma parada histórica

Tome uma manhã para conhecer a Quinta San Pedro Alejandrino, a 25 minutos de ônibus do centro de Santa Marta. Por si só já seria uma linda fazenda com árvores magníficas e construções bem preservadas do século 19. Mas alguém muito emblemático morreu ali. Sim, ele: Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palácios Ponte Blanco Soho Villegas, ou simplesmente Simón Bolívar. E isso dá toda uma aura ao lugar. O mais importante herói libertador da América do Sul morreu numa cama (ainda lá) na sede da fazenda em 17 de dezembro de 1830. Foi enterrado na catedral de Santa Marta, mas depois levado para Caracas, na Venezuela, sua terra natal.

San Pedro Alejandrino

San Pedro Alejandrino

Onde comer em Santa Marta?

Dois restaurantes para indicar em Santa Marta. O melhor é, curiosamente, um peruano. O Rocoto funciona numa casinha pequena mas serve grandes delícias como medalhão de filé sobre purê de batatas acompanhado por jugo de corozo, vinho com rodela de limão (35.000 pesos ou R$ 39). Uma opção justa para um almoço é o Donde Chucho, especializado em frutos do mar. Por lá comi um bom coquetel de camarão desbocadamente harmonizado com cervezada, cerveja com suco de limão, quase uma raspadinha.

Comida colombiana de verdade no Donde Chucho

Comida justa e saborosa no Donde Chucho

Enfim, as praias de Santa Marta

Da 5a Avenida, no centro de Santa Marta, sai um micro-ônibus, a famosa “buceta”, com destino a Taganga (custa 1.200 pesos ou R$ 1,30). Entre as praias mais próximas de Santa Marta, essa é a favorita dos gringos. Bem mais do que só uma praia, é uma vilinha, que lembra a Vila do Abrãao, na Ilha Grande (RJ). A paisagem da Baía Serpente lembra muito o litoral norte de São Paulo. É possível, claro, fazer bate-volta desde Santa Marta ou arrumar pernoites baratos por ali (a partir de 50 mil pesos ou R$ 56).

Tagaganga1

A exuberante Taganga

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Do mesmo ponto de Santa Marta (a 5a Avenida) também saem ônibus para o Parque Nacional Tayrona (30 minutos), o melhor conjunto de praias da região. Além de lindas caminhadas por uma espécie de Mata Atlântica colombiana, os visitantes podem desfrutar de La Piscina e Cabo San Juan, praias com poucos visitantes e muita natureza. Há opções de acomodação no parque, desde camping até bangalôs de luxo. Ali há também uma trilha de 5 dias até a famosa Cidade Perdida, descoberta em 1976.

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Parque Nacional Natural Tayrona

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Bate-e-volta de Santa Marta a Barranquilla

Outra opção de bate-e-volta de um dia cheio a partir de Santa Marta é Barranquilla, a 100 quilômetros de distância. Além de ser a terra da Shakira (tem uma estátua metade conceitual-metade bizarra), a cidade tem o melhor carnaval na América do Sul – calma, rapaziada, o melhor fora do Brasil, claro. Assim, vai que esteja pensando em estar pela Colômbia durante a folia de momo, é aqui que você quer estar.

SantaMarta_Barranquilla

A famigerada estátua da Shakira em Barranquila

A famigerada estátua da Shakira em Barranquilla

Em termos de ziriguidum Barranquilla não é lá uma Salvador, mas vale a experiência. Só que o grande tchan (com trocadilho), é o Museo del Caribe, o mais bacana do litoral colombiano. Uma porrada de conteúdo sobre a história, cultura, música, natureza, línguas regionais e sobre as etnias indígenas que vivem e viveram por todo o Caribe. Minha sala favorita foi a que narrava, por meio de super-projeções, a saga de Gabriel García Márquez como jornalista na cidade.

Museu del Caribe, em Barranquilla

Museu del Caribe, em Barranquilla

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