As melhores pizzas do mundo – e onde encontrá-las


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Neto de italiano, criado em São Paulo, comedor natural de pizzas e cozinheiro semanal de macarrão. Assim eu resumiria meus vínculos culinários com a Itália. Aprecio pizzas desde que me dou por gente e em alguns momentos da vida cheguei a ser conhecido pelo atendente da pizzaria. Noutra época a família era tratada pelo nome a cada domingo na icônica Pizzaria Speranza, em Moema, na capital paulista. Por anos essa foi uma das melhores pizzas do mundo (eu diria que a melhor! – pelo menos pra mim).

Nesses anos viajando por aí eu tive algumas experiências com as redondas, geralmente de sobrevivência em situações de baixo orçamento. Na Itália, a média das pizzas que comi era – e me dói escrever isso – PÉSSIMA. Seria muito injusto e inverossímil se eu dissesse que comi a famosa pizza napolitana e não gostei. Sejamos honestos, a famosa Pizzeria da Michele é MUITO boa. Borda grossa, tostadinha, massa fina e crocante ao mesmo tempo. Tá de parabéns.

A famosa (e deliciosa) pizza da Michele, em Nápoli. Foto: Arianne Valera

De Nápoli a São Paulo

De volta à minha terra, foram muitas as experiências por aqui. São Paulo tem as melhores pizzas do mundo. Pelo menos foi o que eu sempre achei. Não à toa exportamos para o Rio de Janeiro e Campinas maravilhas como a Bráz Pizzaria, com suas Castelões e Maçarico. A Veridiana é uma baita pizza na casa mais legal da cidade, em Higienópolis. Embora eu não curta tanto o astral do lugar, a Margherita é um clássico dos Jardins.

Só de olhar já da água na boca. (foto: Vita Marija Murenaite, via unsplash).

Claro, cada pizzaria tem um quê afetivo para cada família e para cada indivíduo. Por muitos anos minha família se encontrava semanalmente numa pequena e discreta pizzaria na Vila Madalena, a Porta Fortuna, que já não existe mais. Recentemente descobrimos a Dona Rosa, onde vamos com alguma regularidade. Tivemos uma longa fase como frequentadores da Babbo Giovanni da Rua Cardoso de Almeida, mas lá era mais uma questão de hub geográfico para vários núcleos familiares.

Pizza que não dói no bolso tem tendência a ser mais saborosa quando a grana é curta. Não me lembro de nada tão mais custo-benefício do que a Trivial Pizzaria, do lado do Metrô Butantã. Saí de lá outro dia com a barriga cheia de pizza e cerveja por R$ 15. Aliás, meu irmão morador daquele bairro recomenda com amor-eterno-amor-verdadeiro a Pizzaria Kadalora, que fica ainda mais amável quando você paga.

Em 2016 eu mudei de opinião sobre a melhor pizza do mundo duas vezes. Uma em São Paulo e outra em… bem, eu já conto!

A melhor pizza de São Paulo, na minha opinião

No começo de 2016 provei a Carlos Pizza, que gerava um grande burburinho na época. Enfrentei o preconceito das pizzas individuais e lá fui desbravar o que levava tanta gente até o número 501 da Rua Harmonia, na Vila Madalena. A massa crocante e o recheio de altíssima qualidade me seduziram. O ambiente era bem gostoso, apesar da distância mínima entre as mesas. A Burrata Caprese (R$ 36) era uma entrada divina e a pizza Margherita da Casa (46) era um sonho que eu não queria que acabasse nunca. Com um vinho ókeizinho deixei uns R$ 100 por lá, mas finalmente tinha uma nova favorita!

Margherita da Carlos Pizza

Isso até viajar a trabalho para Miami. Confesso que sempre tive meus preconceitos e ressalvas contra a capital brasileira nos Estados Unidos (sic). De alguma maneira achava que era uma cidade de clichês cafonas, chefs metidos e gente que ostenta coisas que não valem um décimo do que custam. Uma desproporção, enfim.

Sim, a melhor pizza do mundo foi provada em… Miami! 

Até que um dia eu estava andando pelo empolado Miami Design District e entrei na Harry’s Pizzeria em plena hora do almoço. Aliás, um parênteses aqui para o fato de que pizza dia é algo que não vingou no Brasil, né? Voltando ao pequeno restaurante miamense, eu não botei a menor fé. Mas havia fome, então ela dominou. De entrada, focaccia (US$ 4) e polenta frita (US$ 7), super no ponto.

Lugar despretencioso…

e acolhedor.

Eis que daí veio ela: a pizza de pesto (sim, algo meio transgressor para um purista. Mas vinha com ricota, mussarela de búfala, pecorino e tomate fresco (US$ 14). MELDELS que coisa mais maravilhosa, a massa crocante, porém suculenta na medida. Um escândalo de sabor. Coisa de outro mundo. O amigo Tales Azzi estava lá comigo e cheguei a provar a margherita (US$ 13) dele, igualmente fantástica.

A tal pizza de pesto da Harrys Pizzeria

Também provamos a Beer Flight (US$ 8), pequena degustação de cervejas da casa com stout, pilsen, winter ale e pale ale. Mas no final perguntaram se queríamos sobremesa. Mesmo cheios, não tivemos dúvidas e cometemos a gula: mais uma pizza de pesto, please. Se alguns moradores diziam ser essa a melhor pizza de Miami, eu só pude acatar e completar: a melhor pizza da minha vida.

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