Parque Estadual de Canudos: minha experiência de viagem


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Nesse post deixo o meu relato sobre a visita à cidade de Canudos e ao Parque Estadual de Canudos. Com pouca informação disponível e sem um bom planejamento, acabamos cometendo alguns erros básicos mas que geraram bastante história pra contar. Espero que com a nossa experiência você chegue um pouco mais informado à terra de Antônio Conselheiro e não passe pelos mesmos apertos que nós. Esse é o nosso objetivo. Confira!


A história de Canudos sempre foi muito fascinante pra mim. Pensar em uma guerra em que o exército foi humilhado diversas vezes por um bando de civis mal armados é quase surreal. Mas aconteceu e foi bem aqui, no Brasil. Essa foi a Guerra de Canudos, que ocorreu entre 1896 e 1897, e destruiu a cidade e a maior parte dos seus 25.000 habitantes. Sempre senti, porém, que esse pedaço da história do nosso país não recebe a atenção que merecia. Não sei ao certo se por desconhecimento meu, ou se meu sentimento tem um fundo de verdade.

Parque Estadual de Canudos

Exposição de fotos retrata personagens importantes na história da Guerra de Canudos

Fato é que ao planejar uma viagem de 20 dias pelo nordeste brasileiro, que tinha como intenção inicial desbravar o interior da Bahia, me deparei com Canudos. Estava ali no mapa, bem no meio do nosso caminho, então já fui logo avisando meus companheiros de viagem: “não dá pra deixar passar”.

No fim das contas, a viagem pelo interior da Bahia virou uma viagem pelo litoral de Alagoas, Sergipe e Bahia, com um desvio até a região do Cânion do Xingó, mas Canudos se manteve no roteiro, porque afinal estava bem ali, certo?

Bom, a primeira descoberta foi que não estava bem ali. De Paulo Afonso, onde estávamos hospedados, para Canudos foram mais ou menos 2h30 e eu não sei como não percebemos isso ou checamos no mapa antes da hora “H”. Falha nossa! De lá para Aracaju, o próximo destino, foram mais 4 horas. Se tivéssemos feito a viagem direto, demoraria 4 horas. Mas ok, desvios fazem parte da viagem e eu queria tanto conhecer o lugar onde aquelas batalhas aconteceram que não me importei tanto com o tempo extra.

Hoje em dia existe uma cidade chamada Canudos, mas é importante destacar que ela não é a cidade de Canudos das tropas de Antônio Conselheiro. É uma cidade nova, que levou o mesmo nome por ficar na mesma região, uma vez que a Canudos original foi completamente destruída após o fim da guerra e, quando começou a ser formada novamente, foi inundada pela construção de um açude.

Mesmo assim, muito da memória ainda está guardada e atualmente é possível visitar o Parque Estadual de Canudos, lugar onde aconteceram a maior parte das batalhas, o Memorial Antônio Conselheiro, que fica na cidade de Canudos e Canudos Velha, onde está o que sobrou da cidade original. Em Canudos Velha há o Museu Histórico de Canudos e um mirante que, em tempos de seca, permite ver algumas construções originais da cidade antiga.

Chegada e visita ao Parque Estadual de Canudos

Parque Estadual de Canudos

É logo na entrada do Parque que você pode contratar um guia para te acompanhar

Nós fomos direto para o Parque Estadual de Canudos, que tem entrada gratuita e, segundo havíamos lido, é possível visitar o local por conta própria, mas quem quiser pode contratar um guia na hora ali mesmo na entrada – como a procura é baixa, não é preciso reservar ou combinar antes. Decidimos seguir sozinhos e não contratar o guia, porque estávamos fazendo uma viagem com orçamento reduzido, mas foi aí que nossos erros começaram.

De fato, é permitido visitar o parque desacompanhado, mas atenção: NÃO FAÇA ISSO! Essa economia não vale a pena. Lá na porta, quando Paullo Régis nos entregou um cartão (que eu tenho guardado até hoje e deixei o contato no final desse post) e disse que poderia ser nosso guia, nós recusamos e ele não tentou insistir ou explicar o quanto sua função era importante. Acostumados com a insistência que existe em outros lugares turísticos, a falta de reação dele pareceu para nós uma confirmação de que não seria preciso um guia e seguimos em frente. No entanto, a visita perde muito sem a companhia de alguém que possa explicar melhor aquele lugar que conhecemos tão pouco e que mal tem informações na internet.

O Parque Estadual de Canudos, assim como o Memorial Antônio Conselheiro, é mantido pela Universidade Estadual da Bahia e vê-se que existe um esforço importante de preservação histórica, mas a parte turística da coisa é, na minha opinião, muito mal desenvolvida.

Dentro do parque é preciso se locomover de carro – ou andar bastante sob um sol escaldante – e algumas placas sinalizam os principais pontos de referência. Isso nós conseguimos seguir com facilidade. Chegamos aos locais considerados “chave” e, em alguns deles, exposições de fotos ou outras placas ajudavam a entender a relevância. Porém, na maioria dos lugares as placas sinalizavam apenas onde estávamos, mas veja bem, lembre-se que Canudos foi completamente destruída, então sem fotos ou textos explicativos não existe nada para olhar além da vegetação. Sem o apoio de uma boa explicação sobre o que de fato aconteceu ali e o que cada lugar sinalizado pelas placas representava, tivemos que forçar muito a imaginação. Uma ajudinha seria bem vinda.

Leia mais: Onde ficar em Aracaju e na Linha Verde: dicas de hospedagem

Parque Estadual de Canudos

Uma das placas com o rio Vaza-Barris ao fundo, onde na seca pode-se ver uma parte da antiga Canudos

Em um ponto, uma placa indicava o Vale da Morte. Eu tinha lido que esse era o ponto mais importante, onde haviam acontecido grande parte das batalhas e onde até hoje é possível encontrar alguns cartuchos de balas. Pois bem, me pus a olhar para baixo e claro que não encontrei resquício nenhum de guerra. Fora isso, uma placa indicava que naquela área existiam outros pontos importantes.

Seguimos na direção que a placa parecia apontar, encontramos bodes (muito comuns na região), passamos por uma vegetação não muito agradável, eu quase fiquei atolada depois de pisar numa parte de lama e no fim… nada. Até hoje não sei se chegamos onde deveríamos e não sabíamos por causa da falta de guia ou se estávamos no lugar errado. Ah, se arrependimento matasse…

Parque Estadual de Canudos

Eu a apenas alguns passos de atolar na lama – foto: Aline Fialho

“Por que então não voltaram e chamaram o guia?”, você pode estar pensando. Pois é, em primeiro lugar acho que foi mais um erro. Devíamos ter feito isso. Mas não fizemos por outro motivo que é muito importante saber antes de ir. Não tínhamos comido e não compramos água na entrada do parque (MAIS UM ERRO!), estávamos com muita fome e muita sede e o clima em Canudos é cruel com quem não está acostumado. O sol e o calor eram tão fortes que a gente mal conseguia andar depois da aventura mal sucedida pelas plantas e pela lama.

Voltar até a entrada do parque significaria dirigir alguns quilômetros (pois é, as coisas são afastadas), ainda sem comer, e depois ter que dirigir mais uma vez e andar de novo por lugares onde já havíamos passado em um passeio que demoraria ainda mais tempo. Não tínhamos força para enfrentar tudo isso e precisávamos conhecer o Memorial e ainda seguir viagem rumo a Aracaju.

A sensação que fiquei ao sair do Parque Estadual de Canudos foi a de que aquele é um lugar com muito potencial e cheio de história, mas que no momento está subutilizado. Ao mesmo tempo em que é possível perceber um esforço de preservação, a visitação ainda não acontece de forma ideal. Um lugar com tamanha relevância para a história do país poderia ser por si só um polo de atração turística. A localização de Canudos não facilita para atrair visitantes, mas não tenho dúvidas que muito mais pessoas iriam até ali se houvesse mais estrutura.

Cidade de Canudos e o Memorial Antônio Conselheiro

Memorial Antônio Conselheiro - Canudos

Fundos do Memorial Antônio Conselheiro

Pois bem, depois do Parque paramos na cidade de Canudos para almoçar. Comemos no Restaurante Seu Paraíba, que no Google Maps consta como Restaurante Tia Léia, e foi um ponto alto do dia. A comida caseira estava deliciosa e foi baratíssima! Pagamos 15 reais por pessoa para uma refeição completa com suco natural feito na hora.

De lá, partimos para o Memorial de Antônio Conselheiro, onde mais uma vez é possível ver o esforço de preservação histórica. É importante lembrar que muito da memória de Canudos se perdeu com a destruição dupla da cidade, mas o pouco que resta está ali de forma bem cuidada. Lá dá para compreender um pouco mais da Guerra de Canudos por meio de objetos, textos e reportagens de jornal. O funcionário do museu também ajuda com explicações sobre o período. Interessados podem pedir para ver filmes e fotos raras sobre a guerra. É um memorial bem cuidado, mas não dá para dizer que é um super museu, e olha que eu adoro museus de história. Acho que mais uma vez é o caso de que ele poderia ser mais atrativo, embora já tenha sido mais organizado.

Saindo do Memorial, acabamos pulando o que ainda faltava para ver. Como eu disse, precisávamos ir até Aracaju naquele dia e já estava ficando tarde. Como era época de cheia, sabíamos que não seria possível ver nada do mirante e ficamos com medo de gastar mais tempo no Museu Histórico de Canudos e novamente ter uma experiência um pouco frustrante.

Canudos

Fiz uma pausa para a tradicional foto em letreiros. Esse fica em frente a uma loja, no centro de Canudos

Depois de tudo o que eu disse pode parecer que não, mas eu gostei de visitar Canudos sim. Sou jornalista e gosto de presenciar a história in loco. Sentir que pisei no local exato onde tanta coisa aconteceu ainda teve um efeito poderoso em mim, mesmo com as adversidades. E fiquei ainda mais instigada a voltar para casa e pesquisar ainda mais sobre o período e a Guerra de Canudos.

No fim, porém, foi decepcionante e um pouco triste ver como as coisas estão por ali. Pode ser que eu esteja sendo sonhadora e na verdade a história de Canudos não atraia tanta gente como me atraiu, mas ainda acredito que o local tem muito mais potencial e adoraria voltar lá um dia devidamente preparada e encontrar um ponto turístico com a relevância adequada para o tamanho de sua história.

Curiosidade SV: descubra qual a relação da primeira favela com a Guerra de Canudos.


Dicas práticas para visitar Canudos

Eu fui para Canudos e cometi vários erros de planejamento por falta de informação ou conhecimento. Não queremos que isso aconteça com você que também deseja visitar Canudos. Então veja como se preparar:

  • Vá de tênis – o chão de pedregulho do Parque Estadual de Canudos não é agradável para caminhar nem com papete, como eu estava.
  • Leve muita água – não subestime o calor do sertão.
  • Use chapéu ou boné, e protetor solar – de novo, não subestime o sol do sertão.
  • Vá com tempo – explorar a fundo tudo que a região tem a oferecer não é coisa rápida.
  • Prefira ir no inverno – o calor sempre estará presente, mas quem sabe você passe menos mal nessa época. Além disso, o inverno é o período de seca, quando é possível ver os restos de construções da Canudos original.
  • Contrate um guia!!!! – indispensável para não sair do Parque Estadual de Canudos com cara de interrogação, como a minha. Rs.
  • Tenha alguns lanchinhos na mochila – não deixe a fome atrapalhar sua experiência.

Caso queira se informar melhor antes de ir, fale com o guia Paullo Régis ((75) 99123-7570/[email protected]/Instagram) e entre no site de Canudos. E claro, pode comentar aqui embaixo que eu ajudo como puder.

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    • Oi Rodrigo, tudo bem? Como contei no texto, eu não cheguei a parar para conversar com o guia, além de que minha viagem já tem quase 4 anos, então os valores estariam desatualizados de qualquer forma. Recomendo conversar diretamente com o Paullo Régis, temos vários relatos positivos aqui da experiência com ele.
      Abraço!

  • ANA MARIA PINTO

    Buscando informação sobre Canudos cheguei até Segredos de viagem, que traz informações
    relevantes sobre a visita ao Parque, valeu Sara!
    Entrei em contato com o Paullo Régis e ele prontamente respondeu, tem sido atencioso quanto às
    minhas perguntas. Tô iniciando o planejamento da viagem que deve acontecer no começo de 2024.

  • Ignes Oliveira

    Li a reportagem e contratei o guia Paulo Regis inducado por vcs. Foi uma experiência incrivel. Ele é descendente de conselheiros na epoca da guerra. Explicou tudos dm detalhes. Foi maravilhoso. Agradeço o trabalho de vcs.
    O conhecimento encurta caminho. Gratidão
    Ignes

  • Sônia Mathias

    Olá Sara, estávamos procurando algumas sugestões para visitar o parque de Canudos quando nos deparamos com seu post. Achamos muito relevante seu depoimento de arrependimento por não ter contratado um guia e sua sugestão de contato com o guia Paulo Regis.
    Entramos em contato com ele e combinamos a visita que foi muito proveitosa, não sabemos se tem outros guias, mas acreditamos que o Paulo Regis é o guia ideal para essa visita. Ficamos muito felizes em conhecer o parque e a cidade de Canudos, agora podemos ligar mais alguns pontinhos da história do nosso país.
    Obrigada pelo seu depoimento e sugestão.

    • Sara Baptista

      Que legal, Sônia! Fico muito feliz de ter ajudado e de vocês terem curtido a viagem! Obrigada por vir contar!

  • suely alves sobral

    Infelizmente os contatos postados não respondem.
    Estou indo com amigos, amanhã, fazer o vapor do vinho e gostariamos de passar por canudos. Vamos tentar seguir as suas orientações e buscar visitar Canudos e o Museu. Obrigada

    • Sara Baptista

      Oi Suely! Conta pra gente se for lá e encontrar outro guia que recomenda? Já recebemos vários comentários positivos de pessoas que fizeram o passeio com o Paulo, de repente vale insistir também.

  • Nadja Silva

    Muitíssimo obrigada pelo seu comentário, Sara!
    Minha passagem por Canudos foi rápida, entretanto, aproveitei cada segundo com o Paulo Régis. O contato que você disponibilizou é de fundamental importância para conhecer aquele espaço único, pois realmente, sem direcionamento fica inviável.
    O Paulo Régis é uma pessoa incrível, conhece a história e a região de modo ímpar. Ele é neto da Vó Izabel, responsável por elevar a primeira cruz em homenagem aos Conselheiristas, e, também do Senhor João de Régis, que mediante sua importância possui um Museu com seu nome em frente ao Memorial Antônio Conselheiro, na cidade de Canudos.
    Fiz o passeio completo com o Paulo Régis e valeu cada segundo que passamos juntos, só tenho a agradecer, a você Sara, ao Paulo Régis e todos que foram extremamente prestativos nesse lugar onde a história permanece viva, na memória dos descendentes Conselheiristas.
    Sou Professora de História e tenho a convicção que minhas aulas nunca mais serão as mesmas, desejo que um dia eu possa fazer um trabalho de campo com meus alunos, pois a História da vivência, não se compara com a dos livros.
    Volto com gostinho de retornar e cheia de agradecimentos a todos que tornaram essa viagem cheia de aprendizagem.
    Caso alguém deseje outras dicas podem enviar mensagem para: [email protected]
    Ahhhhh não poderia deixar de comentar que o inédito aconteceu comigo, fiz o passeio no Parque em baixo de chuva!!!!!!!!!!!
    Pois é, dizem que é raro chover na região, inclusive a barragem de Cocorobó, segundo Paulo Régis, estava com, apenas, 17% de seu nível. Então não pude nem reclamar pela chuva e só fiz agradecer, já que ela se torna fundamental para os sertanejos, a vegetação e os animais, que agora se alimentam com prazer.
    Sucesso Sara.

    • Sara Baptista

      Que relato maravilhoso de ler, Nadja! Fico muito feliz que aproveitou minhas dicas e gostou do passeio em Canudos! E obrigada por compartilhar as outras informações.

  • Rodger Nobre

    Estarei indo amanhã dia 23/07/22 a Canudos. Suas dicas foram de suma importância para mim. Obrigado.

  • Olá!
    Sara, realmente, visitar a história de canudos sem planejamento, confesso que é no mínimo frustrante. Ainda ontem estava passando pelo sertão e decidi ir até Canudos. Visitei a Barragem Cocorobó, Memorial de Antônio Conselheiro e o Parque Estadual de Canudos. Percebi que há grande esforço para manter a história de Canudos, sem esquecer das pessoas prestativas, atenciosas desse local. Se eu tivesse encontrado essa postagem sua antes, certamente teria me preparado melhor. Fui com a cara e a coragem. Tive de forçar muito a imaginação quando estava no Parque. Sem informação e guia turístico é muito ruim. Fiquei decepcionado, porém sei que não foi fácil construir os espaços e manter história. Talvez falte investimento do governa no local. Ao sair de lá, sai mais intrigado com a história de Canudos. Embora não tenha visto tudo como queria, sei que me fez bem adentrar na história indo no local dos acontecimentos. Isso sempre vale a pena.

    • Sara Baptista

      Concordo totalmente, Givaldo! Também tive que dar uma forçada na imaginação e perdi muito dessa forma, mas com certeza só de ter tido a oportunidade de visitar fiquei feliz. Voltei pra casa doida para ler mais sobre a história de lá!

  • Paulo Regis

    Meu muitíssimo obrigado querida, aguardando o seu retorno para uma ilustre visita: faço questão de ser seu guia . Vai ser uma grande honra para mim, através de sua publicação conheci várias pessoas: minha eterna gratidão. Tenho uma página no Instagram @paullorégis com fotos e vídeos sobre canudos. 🙏🌵

    • Sara Baptista

      Caramba, que legal receber seu comentário, Paulo! Acabei vendo só agora, mas claro que vou te procurar quando voltar. Fico feliz de ter ajudado!

  • Natalha Abreu

    Sara, muito obrigada pelas dicas! Vamos fazer uma viagem em família pelo sertão da Bahia até o Cariri Cearense. Nossa previsão é passar o reveillón em Canudos!! Se rolar, volto aqui pra te contar como foi! Grata por compartilhar o telefone do guia, será muito importante para planejar a viagem! Abraços!

    • Sara Baptista

      Acabei só vendo seu comentário agora, mas vou adorar saber como foi a viagem!

  • PRISCILA SANTOS MELO

    Olá
    Vou no final desse ano pra Canudos. Sei que Dezembro chove menos e estou na expectativa de ver a cidade submersa. Você mencionou que foi na época das cheias, qual época no ano era?
    Tks

    • Oi Priscila! Eu fui em fevereiro, no meio do mês. Agora você me deixou na dúvida quanto ao período de seca e de cheia, mas de qualquer forma, me lembro que não conseguimos ver nada das ruínas por causa da água. Espero que você tenha mais sorte! Boa viagem!

  • Já estou planejando ir. Adoro história, sou professor e muitas vezes falei para meus alunos sobre a Guerra de Canudos. Obrigado pelas dicas.

    • Sara Baptista

      Que legal, Samuel! Muito obrigada pelo seu comentário! Quando for, conta pra gente o que achou.

  • Sara, muito obrigada pela sua partilha!
    O seu relato foi tudo de mais concreto que encontramos sobre Canudos e iremos seguir suas dicas direitinho!
    Parabéns pelo empenho em informar com tamanha riqueza de detalhes!

    • Sara Baptista

      Muito obrigada, Aglaiza! Fico muito feliz em ajudar. Quando fui encontrei bem poucas informações, por isso tentei ser o mais clara possível. Boa viagem!

  • Danielle Cabral

    Olá
    Gostei muito das dicas…. Estamos pensando nessa viagem a Canudos e suas dicas estão anotadinhas …. Obgda.
    Espero que vc tenha outra oportunidade de refazer essa viagem a esse lugar tão especial…. Bjos

  • Olá Sara, tenho muita vontade de conhecer Canudos, tenho pesquisado sobre. Quero te perguntar qual a cidade mais próxima para ir de avião?

    • Sara Baptista

      Oi Helena! Nenhum aeroporto é super próximo, mas as melhores opções seriam Paulo Afonso, na Bahia, Petrolina, em Pernambuco ou Aracaju.

  • Que relato interessante e importante Sara!
    Eu moro em Euclides da Cunha, cidade vizinha à Canudos,distante 77km e meu esposo é guia de turismo de observação de natureza com foco em aves,mas além dele receber turistas de natureza, recebe tbm uns que querem conhecer sobre Canudos, visitar o parque etc, e estas dicas que você deu são muito importantes mesmo, porque a visita ao parque sem um guia torna-se um passeio “meio vazio” e tbm concordo com vc quando fala da necessidade de o turismo ser mais explorado em Canudos.

    • Sara Baptista

      Que legal esse comentário, Marlene! Tenho vontade de voltar com um guia e, quem sabe, já com mais estrutura no local!

  • POLIANA SANTANA SANTOS

    Nossa amei a dicas Sara, muito boas obrigada! Eu vou para canudos depois dessa pandemia com uma amiga e suas dicas me ajudaram muito obrigada

    • Sara Baptista

      Obrigada, Poliana! Tomara que sua experiência seja bem legal! Por ser um lugar aberto, acho que é uma boa opção para começar a visitar depois da pandemia.

  • História que devia ser conhecida por todos os brasileiros. Adorei saber como foi sua experiência

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