A casa azul de Frida Kahlo


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Quando pensamos em alguma personalidade marcante do México, é comum lembrar de Frida Kahlo. Com suas roupas coloridas, quadros expressivos e a característica “monocelha”, a artista refletia em si mesma e em sua arte algumas marcas tipicamente mexicanas. Por isso, não dá pra ir à Cidade do México e não visitar a casa onde cresceu, viveu e morreu um dos maiores expoentes artísticos do país.

A história de Frida é interessante do começo ao fim, o que dá mais curiosidade de conhecer o seu ambiente para entender melhor suas obras. Ela nasceu na casa azul e lá viveu toda a sua sofrida vida. Desde uma poliomelite contraída na infância que a deixou manca, até um gravíssimo acidente que a impossibilitou de ter filhos, os acontecimentos foram deixando suas marcas na personalidade aparência de Frida, que passou a usar saias longas para esconder suas pernas, e que expressou sua frustração em não poder ter filhos em muitas de suas obras (muitas das quais expostas na casa).

Fachada do museu

Fachada do museu

Paredes com a característica cor azul cobalto

Paredes com a característica cor azul cobalto

Jardim

Jardim

Fontes espalhadas pelo jardim

Fontes espalhadas pelo jardim

Construções bem tipicas mexicanas

Construções bem tipicas mexicanas

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A cozinha hiper-colorida

A cozinha hiper-colorida

Além de ser possível mergulhar na vida pessoal de Frida, a casa deixa transparecer suas preferências ideológicas e políticas,  compartilhadas com seu marido Diego de Rivera, líder do Partido Comunista Mexicano (que viveu na casa também). Os dois eram entusiastas fervorosos da causa comunista e isso é visível nas fotos de Mao, Lenin, Marx e Stalin em seu quarto e em algumas montagens pela casa. Além disso, o casal teve muita influência no asilo que o México cedeu a Leon Trotsky, que morou um tempo na casa azul e com quem acredita-se que Frida tenha tido um caso.

Vale ressaltar que Diego traiu Frida com sua própria irmã, dentro da casa azul, e quando descobriu Frida externou sua tristeza em alguns detalhes da casa, como um relógio que marca o dia em que terminaram, e o dia em que reataram.

Diego e Frida

Diego e Frida

Além da casa em si, está em cartaz uma exposição promovida pela Vogue que conta sua história através das suas roupas e acessórios, e é interessantíssima. (Vai até setembro de 2014)

Alguma das roupas expostas na exposição temporária

Alguma das roupas expostas na exposição temporária

Precisa de mais algum motivo pra te convencer a mergulhar nesse mundo colorido e obscuro ao mesmo tempo?

A casa azul fica no bairro de Coyoacán, um bairro residencial que já foi sinônimo da Elite boêmia mexicana. Chega-se ao museu pelo metrô Coyoacán (tem que andar um pouquinho depois de descer na estação). Fecha às segundas. Mais informações aqui.

Quer saber mais sobre o roteiro de Frida e Diego pela Cidade do México?
O Bureau de Turismo do país nos enviou informações complementares sobre museus e atrações na cidade, e compartilhamos com vocês abaixo:

Palácio de Bellas Artes
O escritor Carlos Fuentes relembra em um de seus relatos que as entradas de Frida Kahlo no teatro municipal sempre era um acontecimento. As muitas pulseiras, brincos e adereços que sempre usava faziam um som característico que todos sabiam que representante ilustre estava chegando. Além disso, é no espaço que estão alguns dos mais importantes murais de Diego Rivera. Parada obrigatória! 

Museo Dolores Olmedo
Para admirar alguns bons trabalhos de Frida e Diego, nada melhor que uma passada pelo Museu Dolores Olmedo, que foi um dos grandes mecenas de Diego e, sua amante, segundo alguns dizem! Nada confirmado… O museu fica perto do tradicional parque de Xochimilco, onde é possível fazer passeios com as coloridíssimas trajineras.

Museo Estudio Diego Rivera
Projetada pelo renomado arquiteto Juan O’Gormana em 1931, as casas gêmeas, como são conhecidas, ficam prontas um ano mais tarde e são o primeiro projeto arquitetônico funcionalista da América Latina. A propriedade é dividida em duas casas, a de Diego e a de Frida, que é ligada por uma pequena ponte. A artista morou apenas sete anos ali, de 1934 a 1941, quando se separa de Diego e volta para a Casa Azul. Quando estiver organizando o passei, planeje a visita para o sábado, pois próximo ao museu, no bairro de San Ángel, está a feira “El Bazaar del Sábado” no qual é possível encontrar artesanatos locais, comidas típicas, roupas etc.

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