Dicas de Hiroshima: onde ficar, o que fazer, onde comer, e mais!


Atualizado em:


Confira nesse post todas as nossas dicas de Hiroshima, no Japão. Veja quanto tempo ficar e onde ficar em Hiroshima, dicas de onde comer, o que fazer, como visitar Miyajima lá pertinho, e até uma alternativa para quem quer fazer um bate e volta para Hiroshima a partir de Kyoto ou Osaka. 

Ainda processando tudo que vi e vivi em Hiroshima.

Não tenho dúvidas que todo mundo já ouviu falar em Hiroshima. Logo na escola aprendemos sobre o fato histórico que aconteceu lá e foi um dos marcos da Segunda Guerra Mundial: o primeiro ataque a civis usando a bomba atômica. Mas passadas as provas de história, temos muito pouco contato com a realidade do ocorrido e com as consequências dessa trágedia.

Hiroshima mexeu comigo. Não acho que a cidade seja imperdível como Tokyo ou Kyoto, mas tenho toda a certeza do mundo que se você escolher ir para lá, fará uma visita transformadora, interessante e relevante para seu crescimento como ser humano. Considere com carinho. E se a conclusão for “SIM, vamos pra Hiroshima!”, esse post é pra você.

Veja as perguntas que responderemos nesse post:

-Vale a pena passar a noite em Hiroshima?
-Quantas noites devo dormir lá?
-Onde ficar em Hiroshima?
-Mas dá pra fazer bate e volta a partir de Quioto ou Osaka?
-O que fazer em Hiroshima?
-Visitando a ilha de Miyajima em um bate e volta de Hiroshima.
-Dicas de onde comer Okonomiyaki em Hiroshima.

Vale a pena passar a noite em Hiroshima?

Vale sim! E são vários motivos e justificativas para essa resposta.

O primeiro é porque é mais barato dormir em Hiroshima ou Miyajima do que passar a noite em Osaka ou Kyoto e fazer o bate e volta. Se você já tem certeza que quer visitar Hiroshima, se hospedar lá será muito mais econômico do que passar uma noite a mais em uma das duas grandes cidades. Com o JR Pass (passe de trem ótimo para turistas que visitam cidades pelo Japão) isso faz ainda mais sentido. E economizar é sempre bom, certo?

O segundo motivo para passar a noite em Hiroshima é para conseguir conhecer a região com menos ansiedade e incluir outros passeios além do roteiro básico. Você está de férias e a visita vai ser bastante intensa em um bate e volta, então relaxe e fique uma noite pelo menos. Sem stress.

Decidi dormir por lá. Quantas noites ficar hospedado em Hiroshima? 

Uma noite é o suficiente. Nosso roteiro inicial contemplava duas noites em Hiroshima, mas no meio da viagem tivemos que mudar os planos e ficar uma noite apenas. No final das contas achei que a mudança foi positiva e não senti necessidade de ficar a segunda noite, já que conseguimos aproveitar bem um dia e meio entre as principais atrações em Hiroshima e Miyajima.

Leia também: nosso roteiro pelo Japão, em detalhes! 

O Monumento dedicado as crianças vítimas da bomba de Hiroshima

Ficar duas noites em Hiroshima seria recomendado para quem gosta de ir além do básico e quer visitar outras atrações como o Shukkei-en (jardim japonês) ou o Museu de Arte Contemporânea de Hiroshima, ou até mesmo entrar no Castelo de Hiroshima. Duas noites também te possibilitará fazer o básico com calma, explorar todas as áreas do Museu da Paz, por exemplo, e curtir em um ritmo mais lento.

Onde ficar em Hiroshima?

A opção mais prática para quem tem uma noite apenas é ficar perto da estação de Hiroshima. De lá você consegue pegar tram (tipo bonde) para o Parque Memorial da Paz, e consegue pegar o JR direto para o porto de onde sairá a ferry para Miyajima. Uma outra excelente localização é no centro da cidade, perto do parque, do comércio e dos restaurantes e bares bacanas. A estadia aqui tende a ser mais charmosa do que no entorno da estação.

Arredores da estação: eu fiquei hospedada no Sheraton Grand Hiroshima, que é considerado o melhor hotel da cidade e tem quartos excelentes e amplos. De toda viagem para o Japão, foi o hotel de luxo com o melhor preço que ficamos, super recomendo! Perto da estação existe também uma outra ótima alternativa, o Hotel Granvia.

Nosso quarto bem confortável no Sheraton Grand Hiroshima

Centro de Hiroshima: no centro minha recomendação é o ANA Crowne para quem procura luxo. Confortáveis e mais acessíveis, considere também o Mitsui Garden Hotel ou o Hiroshima Washington Hotel, que são excelentes opções. Mas se estiver no modo econômico, cheque o Sotetsu Grand Fresa.

Mas dá pra fazer um bate e volta de Kyoto para Hiroshima, ou de Osaka para Hiroshima? 

Dá sim. O bate e volta é super possível de ser feito usando o shinkansen (trem bala). Cada perna da viagem leva em torno de 1 hora e 40 minutos, partindo de Quioto ou Osaka. Reserve um lugar no trem com antecedência para garantir que conseguirá ir e voltar no horário planejado pois esse trajeto é bem comum e lota, e saia bem cedo para aproveitar mais.

Foto de um trem bala parado na estação. Ele parece um trem branco normal, com janelinhas redondas, mas a frente tem um bico invocado e bem longo.

Shinkansen: o trem bala para ir até Hiroshima

Você pode começar o dia com Hiroshima e depois Miyajima, ou fazer o contrário. Um fator determinante para a escolha da ordem do seu roteiro é a tabela de marés em Miyajima e o jeito que você deseja ver o famoso torii gigante – se flutuando na água (durante a maré alta) ou no chão (na maré baixa, quando muitas vezes é até possível andar até ele). A grande maioria acha mais interessante visitar Miyajima durante a maré alta, e eu também acho.

Fazendo um bate e volta você aproveitará o básico e o melhor de cada local. Em Hiroshima, visitará o Parque Memorial da Paz e seus monumentos, e conhecerá o impactante Museu da Paz. Já em Miyajima, visitará o santuário Itsukushima, verá o torii gigante e dará uma voltinha bem rápida pela ilha. Será um dia bem puxado, mas tudo dará certo. Falaremos mais detalhadamente sobre o que fazer em Hiroshima e Miyajima nos próximos tópicos.

O que fazer em Hiroshima?

O roteiro mais comum é a visita ao Parque Memorial da Paz e o bate e volta a ilha de Miyajima, mas há outras atrações por lá também. Confira em detalhes o que fazer em Hiroshima.

Parque Memorial da Paz

A área onde está o parque nos dias atuais era uma região central, comercial e muito ativa em 1945. Por esse motivo que foi o alvo escolhido para o ataque.  Hoje, o local é um lindo parque com Memoriais, Museus e homenagens. É aqui que fica também o famoso A-Bomb Dome (Cúpula Genbaku, ou Cúpula da bomba atômica), que foi um dos poucos edifícios que se manteve em pé após a explosão da bomba, que deixou tudo em cinzas e imediatamente dizimou os que estavam por perto.

A-Bomb Dome, icônico prédio sobrevivente a bomba atômica de Hiroshima

Outras atrações dentro do Parque Memorial da Paz em Hiroshima são:

Monumento da Paz das Crianças, com uma história de arrepiar, construído em homenagem a todas as crianças que morreram, mas com referência a uma menina em particular, que foi atingida pela bomba, mas acreditava que iria se curar se fizesse mil tsurus de papel. No monumento há a representação das crianças e do tsuru, e muitos visitantes deixam milhares de tsurus de papel por lá.

Além do Sino da Paz (qualquer um pode tocá-lo), a Chama da Paz (fica na frente do museu e só se apagará quando todas as armas nucleares do mundo estiverem sido extintas) junto com o Cenotáfio (memorial fúnebre com o nome das vítimas e a frase:”Let all souls here rest in peace, for we shall not repeat the evil” – que todas as almas daqui descansem em paz, e que nós nunca repitamos o erro), árvores Fênix (estavam perto da bomba na explosão e ainda tem um lado queimado) e o relógio, que toca todo dia as 8:15 da manhã (horário que a bomba atingiu Hiroshima), em homenagem as vítimas e como forma de pedir paz para o mundo.

Detalhe do topo do Monumento da Paz das Crianças

Mil tsurus para uma criança se curar dos efeitos da bomba…

Sino da Paz, uma das atrações do Parque da Paz em Hiroshima

Toda dia as 8:15 da manhã, esse relógio toca em homenagem as vítimas da bomba.

Hiroshima Peace Memorial Museum e Hall para as vítimas da bomba

Ainda dentro do parque está um dos museus mais impressionantes que já estive na vida, sobre a bomba atômica. O Museu é intenso, um verdadeiro soco no estômago. Ver de perto os relatos dos sobreviventes e as consequências da bomba ao longo de ANOS após o fatídico 6 de agosto de 1945, não é tarefa fácil. Porém o passeio é extremamente urgente e necessário para que isso nunca se repita. Não se reocupe, o museu não é apelativo e nem sensacionalista. Mas, apenas mostrando o que foi a realidade, você já vai sair uma pessoa diferente. Não raro ouvíamos visitantes fungando ou segurando o choro, e só. O restante era silêncio e reflexão. Foi uma visita poderosíssima e transformadora. A entrada é paga, mas baratinha, 100 ienes.

Museu Memorial da Paz de Hiroshima

Ccenotáfio e a Chama da Paz ficam em frente ao museu de Hiroshima

Em um outro prédio, também entramos em um hall gratuito e rápido de se visitar, que foi construído em homenagem às vítimas da bomba. Lá dentro, vídeos dos sobreviventes contando suas histórias, registros e fotos das vítimas, além de outras homenagens. Na entrada do hall, um relógio está parado marcando 8:15, horário em que a bomba atingiu Hiroshima.

Hall em homenagens as vítimas de Hiroshima. Relógio marcando 8:15h.

Outras atrações em Hiroshima, que não tem relação com a bomba

Nem só de tristeza vive a cidade. Lá também visitamos o Castelo de Hiroshima (mas não entramos), que foi inteiramente e fielmente reconstruído após o ataque. Há museus bem legais que eu queria muito visitar mas também não consegui, como o Museu de Arte Contemporânea. E para contemplar, se você não visitou ainda nenhum jardim japonês como o belíssimo jardim de Kanazawa, pode ser uma boa pedida ir descansar e admirar o jardim Shukkei-en. E claro, outra atração imperdível é o bate e volta para Miyajima, que iremos falar a seguir.

Castelo de Hiroshima

Bate e volta de Hiroshima para Miyajima

A visita a Hiroshima acaba virando um combo: “venha para um destino, e conheça dois”, pois lá pertinho está a sagrada ilha de Miyajima, Patrimônio Mundial da UNESCO. É em Miyajima que fica o famoso torii vermelho flutuante, e o santuário Itsukushima, que também flutua de acordo com a maré. A ilha tem uma paisagem verde com mata nativa, e veados que circulam por lá e dão um charme ainda maior ao passeio.

Miyajima, e o seu famoso Torii flutuante, durante a maré alta

Como chegar em Miyajima – Para chegar na ilha de Miyajima, basta ir para a estação central de Hiroshima e pegar um trem para Miyajima-guchi (40 minutos de viagem, em um trem incluso no JR Pass – o passe de trem para turistas). Em Miyajima-guchi,  alguns metros após a saída do trem, há um ferry (também incluso no JR Pass) que sai a cada 15 minutos, e te leva direto para a ilha em uma viagem rápida. Não se preocupe, haverá placas pelo caminho e muitos turistas para você seguir. Se quiser checar os horários dos ferries, acesse esse site.

Qual o melhor horário para visitar Miyajima – há praticamente dois cenários diferentes pra quem visita a ilha: o visual com água (durante a maré alta) e o seco (durante a maré baixa). Por isso, vale a pena conferir a tábua de marés se você tem preferência por algum visual específico. A gente queria muito ver o torii flutuando, por isso fomos durante a maré alta. Quem vai durante a maré baixa pode conseguir caminhar até o torii de 16 metros de altura. É tudo uma questão de escolhas, mas de todo modo a visita é interessante.

O cenário na ilha de Miyajima

O que fazer em Miyajima – admirar o torii e entrar no famoso Santuário Itsukushima são os passeios mais famosos e indispensáveis para quem visita a ilha e tem pouco tempo. Quem tem mais do que duas horinhas por lá consegue visitar o templo budista Daisho-in que fica em um ponto ligeiramente mais elevado, ou pode escolher conhecer o pavilhão Senjokaku, passear por tantas lojinhas de souvenirs irresistíveis, ou quem sabe ainda pegar um teleférico ou fazer as trilhas do Monte Misen, que revela vistas bonitas.

Santuário Itsukushima, em Miyajima

No templo Daisho-in, em Miyajima.

Durante nossa visita, ficamos em torno de 4 horas passeando na ilha de Miyajima e visitamos o Santuário Itsukushima, o templo Daisho-in, o pavilhão Senjokaku, almoçamos e entramos em umas duas lojinhas para comprar aquelas besteiras de viagem que no Japão são ainda mais cativantes.

Voltou pra Hiroshima e deu fome? Aqui vão nossas melhores dicas de restaurantes por lá.

Onde comer em Hiroshima? 

Se estiver em Hiroshima você não pode deixar de provar a famosa panqueca japonesa, o Okonomiyaki. Ela leva uma massa fininha embaixo, repolho e macarrão, e mais um monte de toppings que você escolher como bacon ou frutos do mar. Tudo isso frito em uma chapa e na maioria das vezes é direto da chapa que você come mesmo. Parece uma combinação estranha de ingredientes, mas na verdade é um prato bem gostoso. Ficamos apenas 1 noite em Hiroshima, mas temos indicação de dois lugares para comer Okonomiyaki:

Nagataya

O lugar se popularizou muito entre os turistas, mas mesmo assim continua sendo queridinho entre os locais e não perdeu em qualidade. Tem um dos melhores Okonomiyakis da cidade e ainda em uma localização bem fácil para quem vai emendar um passeio por Hiroshima, já que fica pertinho do Parque Memorial da Paz. Eles não aceitam reservas, e embora tenha em torno de 40 lugares e o giro seja rápido, sempre há fila na porta, então planeje-se para esperar. Há chapas na mesa para manter sua panqueca quentinha, e você come direto delas. Anote essa dica que é boa!

Okonomiyaki perfeitinho do Nagataya

Yocchan

Na estação de Hiroshima, existe um andar chamado ASSE, com vários restaurantes. Todos são bem locais e casuais, e nós fomos em um deles assim que chegamos na cidade, o Yocchan. Ao contrário do Nagataya, só tinha a gente de turista e fiquei impressionada com a quantidade de gente que estava lá ou que pedia panquecas para viagem mesmo sendo no meio da tarde (era quase 16 horas se não me engano).

O mais legal é ver de pertinho o preparo dos oknomiyakis.

Nosso primeiro okonomiyaki foi de Udon (macarrão mais grosso), mas observamos que absolutamente ninguém pedia o okonomiyaki de udon, e sim o de soba, então nosso segundo pedido foi esse e achamos que realmente combinou mais com a proposta do prato. Nós sentamos no balcão, na frente de uma grande chapa onde as panquecas eram preparadas, uma experiência que dava um charme a parte! E foi lá mesmo, na chapa, que nossa panqueca foi servida. Adoramos.


Gostaram das dicas de Hiroshima? Acredito que eu abordei todos os tópicos possíveis sobre Hiroshima e Miyajima. Mas, se eu deixei de falar algo e você ficou com alguma dúvida, por favor deixe um comentário aqui embaixo usando o formulário do site, que eu te respondo o mais rápido que puder. Visitar o Japão foi uma viagem que amei e adoro falar sobre, então responderei com o maior prazer. ♥

Vai viajar?
É preciso planejar!

Planeje sua viagem utilizando os serviços dos parceiros abaixo. Você não paga nada a mais por isso, e ajuda o SV a continuar produzindo conteúdo de qualidade e gratuito. =)

Curadoria de viagem

Receba uma vez por mês em seu e-mail nossas dicas cuidadosamente selecionadas e as novidades do mundo das viagens.

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *